Em homenagem à Banânia

Magu

Nosso bom Ralph abordou bem o assunto em Tudo vai bem em Banânia.

Seu texto me levou a pensar o que foi feito daquelas toalhas de banho maravilhosas da Buddemayer, que era suficiente até para um casal se enxugar na mesma toalha sem que ela ficasse ensopada.

E daquelas camisetas da Hering, que se usava anos a fio (interessante a expressão) antes que surgisse um buraquinho na malha. Mas a pretexto do que estou abordando este assunto? Porque juntei o texto do Ralph com um artigo que li em Negócios, da Época, edição de Fevereiro (aquela em que o Calvin muito se referiu), de autoria de John Elkington (fundador da Sustainability). Diz ele:

‘Nenhum CEO em sã consciência despacharia um investidor. Mas foi exatamente o que fez Paul Polman, da Unilever, no lançamento do Plano de Vida Sustentável da empresa. “Existimos há mais de 100 anos”, afirmou o executivo. “E queremos continuar por aqui por muito mais tempo.

Se você está disposto a investir nesse modelo de longo prazo, algo que consideramos justo, nós o receberemos de braços abertos. Se discorda, nós o respeitamos como ser humano mas, por favor, não traga seu dinheiro para nossa empresa.” A atitude foi tão surpreendente que os jornalistas correram para saber qual interpretação os investidores tradicionais dariam ao fato. O plano da Unilever estende-se até 2020. Tem metas de sustentabilidade voluntária entre as mais rigorosas já vistas. Polman, por exemplo, quer aumentar o consumo de matérias-primas de fontes sustentáveis, de 10% para 100% em dez anos. Isso além de cortar pela metade a pegada ecológica das novas fábricas.’

Bem, o artigo vai por aí afora. Louvabilíssimo o plano. Mas, aqui no meu cocoruto, ficou passeando um aspecto. A Unilever, no Brasil, adquiriu várias empresas alimentícias. Uma delas, entre outras, a Refinações de Milho Brasil, que produz a maionese Helmanns. O que eu gostaria de perguntar, caso pudesse, a esse CEO, seria o porque, quando um produto tradicional, bom, passou ao controle da Unilever, ficou com gosto de sabonete Gessy? (foto) Ampliando um pouco o leque, acho que justifica o título do artigo do Ralph. Todos os produtos famosos por sua qualidade, no mundo, quando passam a ser produzidos em Banânia, sofrem desse defeito. Que o digam a cerveja Serramalte, uma das melhores do Brasil, anos atrás, depois passou a ser da Ambev. Mesmo caso da Miller, grande cerveja americana, agora produzida aqui, não tem nada a ver com a atual. E a Heineken? E o queijo cremoso Philadelphia, espetacular nos EUA, e insosso aqui. E os sucos de frutas Mais, feito em MG? Quando da família que o produzia, era muito bom, principalmente o sem açúcar, nem light ou diet ou os cambau. Foi adquirida pela Spal. Agora, tem gosto de Coca Cola sem gás.

É, Banânia justifica tudo, não é mesmo?

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7 Responses to Em homenagem à Banânia

  1. Lux(mãe de 2) a pedido says:

    Magu,
    ontem quis fazer um comentário acerca de propaganda e qualidade, principalmente das malhas Hering, estava tarde, portanto faço agora.
    E a porcaria que aquilo virou?
    As lojas Hering investiram tanto em propaganda/visual que não sobrou nada p/ a qualidade das malhas – na primeira lavada já aparecem buraquinhos nas camisetas, vestidos e pijamas que são feitos com matéria prima de quinta – malha rala, molenga, acabamento duvidoso e logo depois ficam todas “desbeiçadas” – aprenderam com o governo brasileiro?

  2. JJanosek says:

    E os nosos magnatas estão virando portuqëzes (com doutorado em HONORIS CAUSA, DELES E CLARO), suecos, dinamarqueses, franceses etc. etc. etc.

    Ahhhhhh !!! Só as nossos figuras expoentes tradicionais mandatários CONTINUAM FILHOS DA PUTA !!

    E vices presidentes continuam a procriar descaradamente o mesmo material !! E a Vida Sustentável COISA NOSSA !! Mas nega-se veementemente que NÃO PRATICA ISTO !!

    Banania ?? e pouco compadres !! Re-folmuram outro titulo, força ai, nos somos criativos nas LEVIENDADES porra !!!

  3. JJanosek says:

    Opaaaaa !?!?!

    O molusco Lula, VAI RECEBER TAMBEM O TÍTULO DE “CAVALEIRO TEMPLARIO” !!!

    PS.

    Montado no nosso cangote AD ETERNUM !!

  4. Mauro Moreira says:

    Em Banânia tudo poder ser ou virar bonitinho, mas senpre ordinário.

  5. Marc Aubert says:

    É impressionante como as coisas se deterioram em Banânia; até o azeite importado das europa virou óleo de soja com um leve sabor de ranço. Vc acha um produto decente e em poucos meses vira uma coisa com gosto de barbante.
    Quando aparece alguém com um produto diferenciado, a Anvisa cai de pau em cima e acaba com a nossa alegria.
    Magu, faça sua maionese em casa, é fácil e fica bem melhor que qualquer uma comercial; se quizer a receita, só avisar.
    Agora, muzzarella di bufalla, é mais dificil.

    • Lux(mãe de 2) a pedido says:

      Caro Marc Aubert,
      se não for muita cara de pau da minha parte em pegar o bonde andando e se vc quizer me passar a receita de maionese caseira, eu aceitaria de bom grado, porque detesto maionese industrializada – o Magu tem meu e-mail. hehehe (amarelo)

  6. Marc Aubert says:

    Magú, se conseguir latte di bufalla eu ensino a fazer a muzzarella.

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