O POVO FEZ A LEITURA

Rapphael Curvo

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Rapphael Curvo


Os últimos acontecimentos no Brasil estão nos levando a crer que começa a existir um grau de consciência maior da população em relação a política brasileira. Foram os movimentos, as mobilizações que fizeram chegar a ela, população, a informação de que nem tudo estava bem no reino do marajá Lulla da Silva. A Lava Jato impulsionou a velocidade dessa informação e despertou nas pessoas o interesse e elas revelaram isso à toda classe governista na famosa manifestação de março de 2015. A partir daí um novo cenário começou a tomar forma na vida política brasileira. E isso está em processo contínuo no desenvolvimento da consciência nacional.

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A greve geral foi um fiasco e este resultado e a mensagem aos sindicalistas de que os espaços para tais bravatas de defensores da população estão ficando curtos diante de tanta enganação e mentiras. O povo percebeu que os sindicatos e centrais sindicais, que além dos sindicatos recebem dinheiro nosso, via governo, cedido graciosamente por Lulla em 2008, são um viveiro de incapacitados e boas vidas que se locupletam do dinheiro público e dos trabalhadores em defesa de grupelhos políticos ideológicos e seus partidos. A mamata acabou, o repasse de dinheiro para os sindicatos não existirá mais, os trabalhadores estão livres da contribuição obrigatória constante da CLT. Era um dinheiro que entrava na conta dos sindicatos e centrais sindicais sem a menor obrigação de prestar contas do seu destino e muitos menos de ser aplicado na defesa do interesse do trabalhador. Surge a possibilidade de se formatar um novo sindicato na representação dos filiados e extinguir com esse ninho de centrais.

O que nos restou de tudo isso nesses últimos 14 anos? Nos restou o que o leitor está vendo todos os dias em todos noticiários. Tudo está desmantelado. Para piorar, o governo Temer traz consigo enormes balaios de mentiras para minorar a situação até as próximas eleições e tentar se manter no governo usando para isso a mesma estratégia de Dillma, que levou a população eleitoral a cravar o voto no seu nome. Ele próprio é o resultado disso, uma verdadeira trapaça na consciência do eleitor. Temer eleito, seguirá, forçosamente, o mesmo script da “Poste’ petista. Teremos então a continuidade do que aí está posto.

Não é muito difícil observar que não há uma relação entre o que diz o governo e o que vive o povo brasileiro. O governo informa que a economia está apresentando sinais de crescimento e que logo retornará em ritmo razoável de expansão. A realidade é outra, o Brasil está a cada dia com o desemprego em crescimento vertical e hoje já somam 14, 2 milhões de pessoas desempregadas. Há um ano eram 12,1 milhões. São dados que também escondem a real situação que já ultrapassa 60 milhões de pessoas sem fonte do trabalho. A indústria continua fechando postos e a corrida aos mais diversos caminhos para a subsistência começa a chegar ao poço da inadimplência que por sua vez fecha porteira aos créditos. Aí começa a cadeia que atinge todos os setores da economia, o comércio, produção, serviços e empregos. Até mesmo os seguros e abonados funcionários do setor público entrarão, mesmo que por último, nessa corrente porque sem aqueles, desaba a arrecadação do Estado e os salários entram na roda de samba do criolo doido. Entendeu a “necessidade” da reforma previdenciária?

A política retrógrada de que fazendo leis ou mexidas nelas reativa a economia são ações que não cabem mais no caderno de intenções do desenvolvimento. É preciso criatividade e inovação, com ações sábias e inteligentes que despertem e induzam um interesse global dos empresários e investidores, afinal, somos um mercado de 204 milhões de habitantes que precisa ser inserido com sua força de trabalho na produção de bens e serviços. Temos espaços, e muitos, para curto, médio e longo prazo ao investimento, a produção. Isso tem que ser rápido, urgente. Não podemos esquecer que a tendência mundial é de redução da ocupação da mão de obra em razão do desenvolvimento tecnológico.

Isto quer dizer que temos que abrir já, espaços ao emprego. Para isso não é preciso investimentos em novas plantas industriais ou expansão das indústrias. Basta, como já escrevi aqui, criar dois turnos semanais de trabalho, não há alternativa porque não temos mais tempo hábil para alcançar o desenvolvimento educacional que impulsiona o tecnológico e podermos com isso competir. É uma forma inteligente de ganhar tempo para formatar um novo Brasil. O futuro é a terceirização de todas as atividades, mas ela exigirá do trabalhador, para bem viver, um ganho com atividade própria. Greve Geral não resolverá mais nada a partir de agora, o povo fez a leitura.

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