ELES NÃO SÃO MUITOS E NEM SABEM VOAR

Mauro Pereira

Mauro Pereira

Mauro Pereira


Vivemos perigosos dias de provação democrática e temo pelas (in)consequências.

 Mais do que simplesmente causar polêmica, a soberba incontrolável de Lula fascina boa parte da sociedade brasileira, não só servindo de inspiração ao que há de pior na política, na produção intelectual, na imprensa e no empresariado, mas, também, transformando-se no combustível que move a autoconfiança excessiva de petistas pelegos fantasiados de sindicalistas determinados em provar a improvável castidade do seu amo e senhor.

Certos de que a proteção de Lula é o bastante para lhes garantir a impunidade, não demonstram o menor vestígio de temor ao tentar intimidar o Judiciário, nem de constrangimento ao se atribuir uma força que não detêm, usando a ameaça sórdida de um imaginário levante popular para querer inocentar na marra os quadrilheiros do Petrolão. Só não esperavam topar de frente com um brasileiro com a coragem do juiz Dr. Sérgio Moro. Ardilosos, buscam encontrar no impeachment de Dilma Rousseff a sobrevivência do partido. Covardes recorrem a declarações espetaculosas e greves oportunistas visando envergonhar o governo dos outros usando como ferramenta de convencimento a vergonha que seria sua, caso a possuísse. A má fé companheira descobriu em Michel Temer o redentor do partido.

Pode demorar, mas está cada vez mais próximo o dia em que toda a nação brasileira descobrirá que a assinatura que chancela o documento registrado em cartório contando estórias imaginárias de um Brasil Maravilha urdido, arquitetado e manipulado por Lula é falsa e não teve sua firma reconhecida e, então, se dará conta de que o Brasil de verdade foi tomado por uma horda corrupta e irresponsável. E ela (a horda) reagirá a essa descoberta, com certeza, como reagiu o déspota venezuelano Nicolás Maduro, que se nega a abrir mão do poder achando ser mais condizente com a pureza democrática bolivariana deixar um rastro de horror pelos quatro cantos da Venezuela, regado a sangue, movido a assassinatos e alimentado pela desolação, cuja barbárie não tem poupado sequer crianças, mulheres grávidas e idosos, do que render-se à vontade e à indignação popular.

O relacionamento amistoso mantido pelo principal líder petista com o ditador venezuelano ao menos sugere que eles (os petistas) não deixarão o núcleo do poder nem, menos ainda, aceitarão o ostracismo distribuindo rosas à população. O simples exercício da lógica é o suficiente para pressupormos que a reação desesperada e irresponsável a uma possível condenação de Lula é, por definição, um robusto indicador avisando que não aceitarão pacificamente uma derrota nas urnas em 2018. Não estão preparados para isso!  

Eles sabem o que fazem, sim. Sempre souberam, desde antes de 1.º de janeiro de 2003. Seria ingenuidade creditar somente ao acaso a fenomenal evolução petista rumo a hegemonia, excrescência que é o símbolo da degenerescência estrelada e que foi parida junto com o partido no início dos anos 80.

A marcha célere que sempre teve como objetivo único a dominação plena só não está em um estágio mais avançado devido ao contratempo do mensalão. Mas, do alto de sua soberba, avaliam esse episódio como um simples percalço e o contabilizam como etapa vencida, superada que foi pelo assistencialismo vulgar que lhes é congênito, pela propaganda nazicomunista.que viabilizou a fraude que lhes garantiu o poder por mais de treze anos e pela inconsequência delituosa que lhes é natural. Sem o menor vestígio de rubor vestem a fantasia da indignação conveniente denunciando o “golpe”, quando, no entanto, agradecem aos deuses das profundas nebulosas que lhes presentearam com o impeachment de Dilma Rousseff implorado em suas preces e sem o menor pudor usarão visando amenizar o constrangimento inevitável da reedição em 2018 da derrota acachapante nas eleições municipais de 2016. Sabem que os dois anos e meio que faltavam para o término do mandato de Dilma Rousseff seriam devastadores e colocariam em xeque a sobrevivência do todo poderoso Partido dos Trabalhadores.

Não devemos nos iludir. Na ótica dos comandados de Lula, quem está do outro lado desse muro indecente é considerado inimigo e, como tal, deve ser abatido. Sem clemência. Porém, essa réplica rota do fracasso comunista ruirá antes de sua consumação, pois está sendo construída no solo movediço da insensatez e sua edificação não se sustentará sob as frágeis colunas erigidas com as areias instáveis da mentira e sedimentada no lodo pantanoso da corrupção.

É óbvio que me preocupo com o desdobramento de tanta insanidade, porém, não temo pela sorte nessa peleja. Eles não são muitos e nem sabem voar! 

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2 Responses to ELES NÃO SÃO MUITOS E NEM SABEM VOAR

  1. Cláudio Roberto de Oliveira says:

    PQP. Parabéns.

  2. Gil says:

    Nem voar e nem votar… mas talvez saibam vaiar.

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