AGORA E NA HORA DO NOSSO VOTO. NAS ELEIÇÕES DIRETAS DE 2018!

Mauro Pereira

Mauro Pereira

Mauro Pereira


O desencanto que devasta minha esperança de ver o Brasil reconciliar-se, pelo menos nos próximos dez anos, com sua vocação natural para liderar, vai muito além da crise política e institucional que não cessa. A essa, que define as administrações petistas-peemedebistas desde 2003, a sociedade parece que já se habituou. Lamentavelmente, a deformação supera a politicalha institucionalizada e avança célere pelos meandros da moral!

A moral em tela não é aquela que deixa indignadas beatas empedernidas, nem, menos ainda, a que exacerba a ira santificada de religiosos profissionais. É muito mais profunda! É a consagração da falência do escrúpulo, da banalização da vida, da vergonha de ser honesto, da vergonha de ter vergonha, da atrofia do caráter. O caos comportamental! Nesse ambiente putrefato locupletam-se governo e oposição e conluia-se com essa degenerescência uma parcela significativa de representações civis.

Crápulas que por décadas a fio cultivaram um ódio feroz recíproco como poucos ousaram odiar, renderam-se às facilidades e ao deslumbramento que o poder enseja e, debochados, estabeleceram o mais abjeto dos armistícios. Aliançados no oportunismo rasteiro que os identifica, mas que jamais irá sobrepujar a reciprocidade odiosa que os move, dividem faceiros o mesmo ambiente sórdido regido pela promiscuidade asquerosa e trocam juras de amor fraternal escancarada em uma harmonia farsesca ditada por interesses desabridamente confessados. Especializaram-se na arte de acanalhar-se. Nesse cenário de horror, navegam nas mesmas águas turvas setores que num passado ainda recente primavam pela independência e pela combatividade.

Nestes tempos em que somos torpedeados pela mediocridade e enfrentamos a pior das provações democráticas, tudo indica que, estimulado pelo governo, o instinto de sobrevivência encontrou no solo fértil da servidão o mais eficiente dos adubos para se alastrar e, infelizmente, a julgar-se pelo torpor coletivo que se estende há vários anos, não podemos esperar muito de uma sociedade alienada que teima em eleger e reeleger políticos reconhecidamente corruptos, cujas folhas corridas deixariam ruborizadas as mais altas patentes do crime organizado.

Como não sucumbir à desesperança ao tomarmos conhecimento de que a sexta economia mais rica do planeta patina entre os países mais atrasados quando cotejada à luz dos índices de desenvolvimento humano e educacional com nações infinitamente mais pobres?

Como apascentar os temores nossos de cada dia ao testemunharmos o descompromisso com a verdade de ministros que não demonstram nenhum constrangimento em manipular números e informações para que, de forma fraudulenta, as metas estabelecidas pelo governo (PT-PMDB) sejam atingidas?

Como refrear a apreensão quando presidentes da República, que deveriam ser a inspiração de todos os brasileiros, naufragam estrepitosamente sob as águas bravias e pútridas do mar da poluição e, buscando proteção no escudo fragilizado de suas biografias degradadas, lutam desesperadamente para não se tornarem companheiros, se não de cela, ao menos de presídio?

O estupor se agiganta quando a maior liderança trabalhista já produzida em solo verde e amarelo tem sua renda atrelada ao soldo advindo de patrões poderosos, expoentes máximos do que há de mais selvagem no capitalismo rudimentar. Como compreender que o pai do mais pobre entre os mais pobres vulgarizou-se, sem pudor, em lobista chulo do mais rico entre os mais ricos? Uma liderança que sobrevive da farsa, sustentado por um partido que se alimenta da hipocrisia!

A perplexidade se avoluma, ao assistirmos cenas da mais pura barbárie como as mostradas no vídeo em que um jovem é brutalmente assassinado por um “di menor” mesmo depois de render-se ao seu algoz. Mas o assassino tinha ainda a protegê-lo por mais alguns dias a lei que lhe facultava o direito de ter ao menos um cadáver à sua disposição até que completasse 18 anos.

Do jornalismo politicamente correto, pouco, ou quase nada, podemos esperar. Salvo raras exceções, parcela significativa já acostumou a ajoelhar-se ante o poder central da vez e a maioria, mais que ajoelhar-se, já envergou a espinha e ampara o tronco com as palmas das mãos. Com a pena da perfídia profissional, suas Redações doutrinadas pela ideologia que sufoca a ética escrevem, parágrafo por parágrafo, o epílogo triste da liberdade que as simboliza.

Se nada for feito para deter a delinqüência política petista, temo pelo futuro dos brasileiros. A próxima geração já está inexoravelmente desgraçada vítima da sede de poder de Lula e seus lacaios. Insensíveis, sobrevivem como hienas repugnantes rondando sorrateiros os dejetos da miséria humana, em todas as suas formas e definições. Rejubilam-se, orgulhosos, da façanha de terem conseguido em pouco mais de um decênio, manter sob a tutela acintosamente populista e eleitoreira do estado quase que a metade da população brasileira. Zombeteiros, tripudiam sobre a dignidade dos mais vulneráveis condenando-os, através de decreto presidencial, à humilhante condição de novos nababos da pobreza erradicada na marra a um custo de R$ 72,00 por cabeça. Poderia ser cômico se não mostrasse o esboço sombrio de uma tragédia anunciada.

A continuar nessa toada, não nos restará outra alternativa a não ser, subjugados pelo bolivarianismo imbecilizado, assistirmos a solenidade de empalhação da maior empulhação política de nossa história. Depois de tudo isso, ainda estaremos expostos ao risco de sermos assombrados pelo canto roufenho de algum carcará possuído vagando feito alma penada pelos escombros da democracia brasileira.

Como lenitivo, me apego à expectativa derradeira de que a reação contundente de brasileiros e brasileiras manifestando sua indignação com os rumos do Brasil, seja suficiente para, através das urnas, dar um basta à ensandecida viagem petista pelas águas pútridas do autoritarismo, cuja rota traçada por seu capitão aponta como ancoradouro definitivo o porto trevoso da dominação absoluta.

Que assim seja. Agora e na hora do nosso voto. Nas eleições diretas de 2018!

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