ROQUE SPONHOLZ

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VENEZUELANOS SUPLICAM POR SOCORRO!

Mauro Pereira

Mauro Pereira
Mauro Pereira

Vou deixar por barato e chamar de displicente a nauseabunda má vontade que a imprensa brasileira, principalmente a televisiva, vem dando à cobertura da gravíssima crise política e humanitária que abala ainda mais as precárias estruturas democráticas da Venezuela e flerta despudorada com o desastre de uma guerra civil.

Inexplicavelmente, os principais canais de televisão, jornais e revistas atuam como reles auxiliares das CNNs da vida engrossando a campanha torpe visando destruir o governo de Donald Trump nos USA, dedicando-se, no entanto, a abordar apenas superficialmente o terror que se avoluma na nação vizinha. O número de feridos e mortos pela polícia de Maduro e pelo colectivos assassinos criados por Chavéz, são criminosamente manipulados pelo governo venezuelano. Pensando bem, melhor assim, pois quando a abordagem é um pouco mais próxima da realidade não consegue disfarçar o viés bolivarianista da pauta.

Nem mesmo os profissionais da imprensa que são agredidos, intimidados e arbitrariamente presos pela repressão governista merecem, se não um grito de repulsa, ao menos um gesto de solidariedade.

O terror bolivariano se espalhou por toda a Venezuela. Enquanto numa ponta massacram seus jovens que são barbaramente espancados, violados e assassinados pela GNB (Guarda Nacional Bolivariana) de Maduro, na outra, não poupa sequer a população que é caçada à bala nas ruas, e até mesmo dentro de suas casas, pelas milícias chavistas e pelo aparelho repressor e violento conhecido como Colectivo que, segundo denúncias de grande parte da população daquele país, é comandado por agentes cubanos enviados por Fidel e Raul Castro e mantidos por Hugo Chavéz e Nicolás Maduro.

Os relatos dos jovens venezuelanos e as imagens da reação estúpida e sanguinária das autoridades venezuelanas aos protestos da oposição que foi às ruas para reivindicar por direitos básicos em qualquer sociedade medianamente evoluída como alimento, remédio, segurança, liberdade, entre outros pleitos, mostram a farsa do bolivarianismo concebido na insanidade de Hugo Chávez, instigado no escravismo de Fidel Castro e arrematado no oportunismo de Lula da Silva!

Jovens exigiram respeito, tiveram canos de fuzil a violá-los. Adultos gritaram por justiça, ganharam gás de pimenta a asfixiá-los. Idosos pediram mais projetos sociais, receberam mais projéteis letais. Juntos clamaram por liberdade, deram-lhes o fundo frio do cárcere vil. Furiosos, milhares de venezuelanos invadiram a internet e através das redes sociais manifestaram sua indignação com a psicopatia de Maduro, com a presença do aparato cubano em solo venezuelano e com o apoio de Lula ao presidente venezuelano.

“Descarado asesino !!! Fuera no te queremos …”, desabafou Piedad Marina Blas-Lizarazo, indignada com o desequilíbrio de Nicolás Maduro.

“Traidor de la patria estos perros si tienen patria la patria de ellos es cuba”, afirmou Leyda Vargas sobre a violência da GNB.

“Otro coño de madre muerete Lula el cáncer del mundo”, disse Leunam Montt Gonzalez, desesperada com a mensagem solidária enviada por Lula a Maduro.

Duas expressivas lideranças latino americanas com pensamentos e valores diametralmente distintos se pronunciaram sobre a Venezuela. A igualá-los, apenas o fato de terem sido presidentes de seus respectivos países: Oscar Árias, ex-presidente da Costa Rica, disse estar preocupado com a América Latina e que a Venezuela vive o inferno da perseguição. Lula da Silva, ex-presidente da República Federativa do Brasil, afirmou que Maduro tem as melhores intenções e que na Venezuela tem democracia demais. Em 1987, por ter pacificado a América Central, Oscar Árias ganhou o Prêmio Nobel da Paz. Em 2011, três meses, se tanto, depois de deixar a presidência da República, por ter se fantasiado de palestrante internacional, Lula da Silva ganhou seu primeiro milhão. Oscar Árias Sanchéz sempre será reverenciado como cidadão da América Latina. Luiz Inácio Lula da Silva dificilmente escapará de entrar para a história como um dos principais sócios dela.

A reação destemida dos venezuelanos à carnificina patrocinada por Maduro e Raul Castro, e consentida pelo governo brasileiro no silêncio obsequioso e covarde da então presidente Dilma Rousseff (o governo Temer tem criticado duramente a violência desmedida dos órgãos repressores oficiais venezuelanos) e no apoio irrestrito e camarada de Lula, acrescida pelas contundentes derrotas eleitorais sofridas recentemente por Nicolás Maduro, na Venezuela, Manoel Zelaya, em Honduras, Rafael Correa, no Equador, Cristina Kirchner, na Argentina, Michelle Bachelet, no Chile e, mais recentemente, Lula, no Brasil, somadas à crescente insatisfação que se espalha por todo o centro-sul da América, são indícios de que os latinos americanos já estão se cansando do modelo político opressor, autoritário, violento e que não admite ser contestado a que foram submetidos nos últimos 15 anos.

Ainda que lentamente, estão descobrindo que são eles que fornecem o pão que as autoridades usam para chantageá-los. Aos poucos, vão percebendo que são eles os donos do circo. Alvíssaras!

A VENEZUELA PEDE SOCORRO

Uma das maneiras de ajudar a Venezuela é NUNCA MAIS ELEGER UM PETISTA no Brasil. 

Canalhas como Lula, Dilma e Gleise apoiam a ditadura de maduro e a a ditadura dos castro.  Rua com eles!

ROQUE SPONHOLZ

100 palavras…

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na França, o povo acabou cuidando deles…

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respingos

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INDIGNAÇÃO

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Murillo de Aragão

É um sentimento que uma grande quantidade de brasileiros vem experimentando nos últimos tempos. Como medida, defina-se os últimos 15 anos. Quantidade para ninguém botar defeito. Murillo de Aragão escreveu, em sua coluna da revista IstoÉ:

NÃO BASTA INDIGNAÇÃO
Não há como não se indignar com a política nacional. A sucessão de episódios envolvendo corrupção é extraordinária, sem paralelos na história moderna do mundo. Ao consultar a Wikipedia, encontramos uma explicação solta, porém absolutamente pertinente: numa democracia, o direito à indignação é sagrado.

Mas a indignação é mais que um direito. É uma presença intensa e constante em nossa vida, por conta da repercussão do noticiário político e das explicações de especialistas sobre os acontecimentos. Nossa dose diária de indignação está assegurada – a ponto de seu excesso causar certa apatia e até mesmo afasia, que é o desejo consciente de não fazer juízo sobre alguma coisa.

O que parece ser intenso não é. Somos menos indignados do que deveríamos. Nossa indignação causa mais luz do que calor. Porque somos menos informados do que deveríamos e menos interessados em participar do que o necessário.

Caso nossa indignação fosse essencial, muito mais teria ocorrido em termos de transformações positivas. Portanto, devemos nos indignar, também, com nossa ignorância acerca dos fatos. Bem como com nossa omissão em participar do processo político. Parte expressiva de nossa indignação decorre do desejo de não querer participar da política e, outra parte, da vocação de muitos para criticar.

Também não devemos acreditar em tudo que alguém indignado diz.

A indignação é uma boa maneira de chamar a atenção para um problema, mas não deve ser sempre comprada pelo valor de face. Muitas vezes ela tem como objetivo provocar uma reação mais partidária do que política. Comentários indignados proliferam na mídia. Até mesmo pelo simples fato de a indignação despertar a atenção, tal qual a voz cavernosa do locutor da Ricardo Eletro anunciando ofertas sem juros! E, como nas vendas espalhafatosas, os juros estão embutidos. A indignação muitas vezes cobre a verdade com o manto de nossa ignorância sobre o assunto.

A melhor maneira de se avaliar um problema é fazendo uma análise detalhada e não preconceituosa dele, o que é difícil em tempos de ira e de imensa insatisfação com a política. Não apenas no Brasil, no mundo. A indignação – para não ser apenas uma expressão teatral de retórica – deveria vir acompanhada tanto de reflexão sobre o problema quanto de adequada explicação de seus motivos. Obviamente, trata-se de receita enfadonha para a vida em ritmo de aventura que desejamos viver e na qual estamos viciados. Tudo é muito rápido. Tudo deve ser digerido sem grandes reflexões, até que uma nova indignação venha para reforçar a nossa crença de que não há saída. Apenas indignar-se, porém, não basta para transformar o País.