A ORIGEM DAS DESPESAS

Gilberto Simões Pires – 09. 08. 2017


gilberto simões pires

SÓ PENSA NAQUILO

Ontem à tarde, o governo voltou a sacudir o mercado e os nervos dos brasileiros ao noticiar que estava analisando a possibilidade de (mais uma vez) aumentar a arrecadação via aumento da carga tributária. No final do dia, ao perceber que a sociedade estava muito revoltada, o governo voltou atrás desistindo (temporariamente) da má ideia.

ROMBO E MAIS ROMBO

O problema, no entanto, é que o ROMBO NAS CONTAS PÚBLICAS, segue crescendo de forma incontrolável e como tal precisa ser atacado. Vejam que o pesado ROMBO de R$ 139 bilhões, previsto no Orçamento Geral da União e devidamente aprovado pelo Legislativo Federal, já não tem como ser cumprido. Como o governo depende das reformas que precisam ser aprovadas pelo Legislativo, o mesmo se vê obrigado a admitir que até o final de 2016 o DÉFICIT pode ficar bem acima de R$150 bilhões.

ORIGEM DAS DESPESAS

Pois, após ouvir as manifestações de líderes de vários setores de atividades, todos  se colocando visceralmente contrários ao aumento da carga tributária, confesso que aquela que mais me impressionou (sem surpreender) saiu da boca de Rodrigo Maia, que preside a Câmara dos Deputados, ambiente onde são aprovados todos os  AUMENTOS DE DESPESAS PÚBLICAS, notadamente privilégios nojentos e impagáveis. Pode?

CAUSA/CONSEQUÊNCIA

Rodrigo Maia, rodeado por dezenas de microfones, disse, alto e bom tom: -Aumento de imposto não passa na Câmara!  Fantástico. O mais interessante é que quanto ao AUMENTO DE DESPESAS, Maia nunca agiu desta forma. O fato, que precisa ser bem entendido, é que IMPOSTO é mera CONSEQUÊNCIA. Mais ainda: que uma das grandes CAUSAS (senão a maior) do ROMBO DAS CONTAS PÚBLICAS, é a falida PREVIDÊNCIA SOCIAL. 

PROPOSTAS NECESSÁRIAS

Portanto, antes de dizer que não aceita aumento de impostos, o que o nosso Legislativo, liderado por Rodrigo Maia, deveria defender, com unhas e dentes, por exemplo: 

1- a diminuição de DESPESAS PÚBLICAS;

2- a aprovação de medidas que produzam a necessária  EFICIÊNCIA DO SETOR PÚBLICO.

3- a não aprovação  dos absurdos REFIS;

4- o fim de  todos os privilégios assim como os malignos DIREITOS ADQUIRIDOS.

13 SECRETÁRIOS DA DESPESA

Não esqueçam: é no Legislativo que as DESPESAS PÚBLICAS são discutidas e/ou aprovadas. Dou, portanto, total e irrestrita razão ao ex-secretário da  Receita Federal, Everardo Maciel, quando disse que a Câmara abriga 513 SECRETÁRIOS DA DESPESA FEDERAL.  

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