POLÍTICA: FATOS E OPINIÕES

Millôr – autoretrato

Livre pensar é só pensar.  (Millor Fernandes)

Gil e Magu


  1. Temos excesso de políticos e carência de líderes. Isso é um fato. Por isso, qualquer canalha que seja bom no microfone consegue empolgar multidões. Isto é uma opinião.

  2. É preciso que se garanta por lei CONSTITUCIONAL que não possa tomar posse em cargo eletivo qualquer pessoa que não tenha uma determinada QUANTIDADE MÍNIMA DE VOTOS, específica para aquele cargo.   Por que? Um puxador de votos (exemplo: Tiririca) é eleito mas carrega para o Congresso um conjunto de políticos que não se elegeriam por si mesmos. E o teu voto pode se tornar mais nocivo que não votar , a menos que tenhamos a salvaguarda de um limite mínimo que garanta a REPRESENTATIVIDADE de um representante do povo. A lista fechada é o inverso de qualquer intenção ou conceito democrático (fato).

  3. Muitos estamos conscientes de que os TRÊS PODERES tem um CUSTO muito maior do que deveria ter. Há EXCESSO de deputados, de senadores.  Também há excesso de assessores para cada parlamentar e excesso de mordomias para cada profissional da política. Nenhuma outra Democracia concede veículos, roupas, moradia e assistência à saúde DIFERENCIADA para esses CIDADÃOS ESPECIAIS – porque numa democracia verdadeira todos os cidadãos são iguais perante a lei (e sob todo e qualquer aspecto). Todos os excessos terão de ser cortados, para a SOBREVIVÊNCIA do País, e de cada um de nós.

  4. O CUSTO É EXPONENCIALMENTE CRESCENTE com a quantidade de cargos (fato) . O mesmo acontece na maior parte das empresas, mas estas estão atentas para a EFICIÊNCIA, e podem cortar até departamentos inteiros que se tornem improdutivos. A legislação trabalhista deste país, totalmente feita por políticos que pensam como burocratas estatais, prejudica a eficiência. Cada empresa, cada departamento ou setor – tem um TAMANHO ÓTIMO. Acima ou abaixo desse tamanho, é menos rentável, tem mais necessidade de controles e fiscalizações, mais burocracia e menos agradável na convivência com colegas ou com clientes. Isto é, muito pequeno ou muito grande promove a desmotivação, a ineficiência e a infelicidade. 

  5. Cada vez mais este país perde eficiência e produtividade, exceto no agronegócio – que por sua própria natureza não permite alta densidade populacional (opinião). Um fazendeiro não precisa de algo como um Parlamento para decidir o que fazer no seu negócio e só depende de tempo bom (nem sempre se tiver irrigação) para ter algum lucro (fato). E em geral sabe que o crescimento muito rápido é como uma explosão, se auto-destrói. 

  6. Empreendimentos fora do tamanho ótimo tendem a se modificar para o ótimo ou falir. Ou evoluem ou morrem. E evoluir não significa necessariamente crescer (fato). 

  7. É preciso introduzir no sistema político um processo de “RECALL” (opinião). Nesta era da informática, a avaliação do ocupante de qualquer cargo poderia ser constante e feita pelos eleitores: no instante em que a avaliação negativa superar (numa proporção pré-definida) as avaliações positivas, um PROCESSO SUMÁRIO DE IMPEDIMENTO deve começar. Não só no executivo, mas no legislativo e também no judiciário, com regras simples e absolutamente claras.  Isto é uma opinião. 

Conclusão: Uma das principais metas para recuperar a economia desta Nação obriga a SIMPLIFICAÇÃO DA POLÍTICA, começando pelo corte das gorduras.

RAPOSAS REFORMAM GALINHEIRO

Nelson Motta

NELSON MOTTA
Nelson Mota

Em países civilizados e democráticos, os eleitores apoiam candidatos, partidos e programas de governo, com doações para as campanhas eleitorais. A campanha de Obama recebeu milhões de doações individuais de menos de cem dólares. No Brasil ninguém doa a partidos ou candidatos do próprio bolso porque ninguém confia no que farão com o seu dinheiro, ou no que farão quando chegarem ao poder.

Legislando em causa própria, deputados e senadores fingem que vão fazer uma reforma política, mas querem mesmo é facilitar as suas vidas e fazer suas campanhas eleitorais de graça – às custas de R$ 3,5 bilhões do contribuinte. Mas o achaque que eles chamam cinicamente de “fundo para a democracia” é atrelado à Receita Liquida da União, e se ela crescer, eles podem receber mais de dez bilhões para suas futuras campanhas. Fora o horário de rádio e televisão e os fundos partidários.

Abrir um partido virou um negócio tão bom como abrir uma igreja ou um sindicato (já são mais de 11 mil aqui, na Alemanha são 220). Não é preciso nem ser eleito, “candidato” já vai ser um excelente emprego no Brasil. Nenhum país do mundo oferece tanto dinheiro público aos políticos, o financiamento eleitoral na França e na Itália, além de limites rígidos de gastos, é muito menor do que o que os nossos deputados-candidatos estão prestes a aprovar, em nosso nome.

Mas nada garante que não surgirão novas formas de burlar as leis e fiscalizações, como foi a revolucionária invenção petista da “propina por dentro”, pagamento de suborno como se fosse doação oficial, que ao mesmo tempo lavava o dinheiro sujo. Como se viu nas últimas eleições, foram mais de 280 mil infrações nas doações de pessoas físicas, e não há noticias de consequências para fraudadores e beneficiários.

Com o “distritão”, uma boa parte, a pior parte, da Câmara, apesar de execrada pela opinião pública, vai se reeleger e manter o foro privilegiado, comprando votos e aliados, fazendo o diabo, como dizia Dilma. Não sei se é para rir ou para chorar, mas são esses aí que vão fazer a reforma política? Ou são só raposas reformando o galinheiro?

OS PICARETAS

magu

mario vitor rodrigues

Já introduzi neste blog o colunista Mario Vitor Rodrigues, de Isto É. Sem mais delongas, vamos ao artigo dele:

O medo de Luiz Inácio, um candidato de mentira.
Matérias sobre encontros inapropriados entre Jared Kushner e agentes do governo russo não passam de fake news; México e Colômbia conspiram com a CIA para intervir na Venezuela; o termo “propina” foi criado por empresários e o Ministério Público com o único intuito de prejudicar a classe política. Donald Trump, Nicolás Maduro e Lula certamente não combinaram o tom de suas declarações ao longo da última semana, mas nem precisariam. Populistas são todos iguais; mentir e manipular os fatos está na gênese das suas estratégias, tanto de ataque quanto de defesa.
Ainda assim, resguardada essa premissa, há uma importante diferença entre o mandatário ianque, o ditador venezuelano e o caudilho tupiniquim: apenas um deles é condenado e corre o risco de ir parar na cadeia.
Medo e instinto de sobrevivência. São essas as razões da retórica surrealista adotada por Luiz Inácio em seus recentes pronunciamentos. Não que se fazer de vítima para ludibriar a massa seja um hábito novo, entretanto o abuso das inverossimilhanças, sugestões capazes de ofender a inteligência do brasileiro mais crédulo, apenas escancaram o desespero de quem nunca se imaginou tão vulnerável.
Hoje, dentre outros ladeado pelos senadores Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias, enquanto é defendido por figuras emblemáticas como Renan Calheiros e Paulo Maluf, Lula se vê como o marujo que dá os últimos passos na prancha do pirata. E só vislumbra uma salvação: a fantasia de candidato.
Os tempos mudaram. E ele sabe.
Já não existe um antagonista boa praça como Fernando Henrique para ser demonizado. Também bateu asas o discurso que vendia uma esquerda moralmente imaculada. A narrativa da herança maldita está viva, mas dessa vez é verdadeira e será utilizada por seus adversários contra a sua imagem e a do PT.
Acima de tudo, porém, tornou-se impossível ressuscitar o personagem do metalúrgico que arrebatava multidões, de imagem maltrapilha e grande capacidade para se comunicar com o povo. Restou, somente, um senhor de cabeça branca, tão corrupto quanto milionário, apavorado com a ideia de passar bons anos na cadeia pelo assalto financeiro e moral que infligiu a um País inteiro.
Luiz Inácio não é candidato a nada. A não ser que fugir da prisão conte como projeto eleitoral.


O pitaco do Magu

Ele é cãodidato sim. A ocupar uma cela durante muitos anos. Não vai ser propriotário do imóvel, mas lhe vai ser cedido para uso, infelizmente, graciosamente… E ainda terá o custo da manutenção, para nós! Não é o suprassumo da merda?

Por que não se cobra a estadia dos presos, como acontece nos EUA? http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/11/a-polemica-experiencia-das-prisoes-nos-eua-que-cobram-pela-estada-dos-prisioneiros.html