NEWTON SILVA

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COMENTANDO A NOTÍCIA

O Globo – 15 de agosto de 2017

Manchete: Pressão de aliados dificulta a revisão do rombo fiscal.      Líderes e ministros da área política querem meta de déficit maior, de R$ 170 bilhões.  Fazenda insiste em R$ 159 bilhões, mas presidente Temer avisa que não será possível contar com recursos do Refis original

Gil


Não entendo como é que se pode discutir se a META DE DEFICIT deva ser de 170 bilhões ou 159,5678321 bilhões. Aliás, não entendo que se possa até pensar em estabelecer QUALQUER VALOR DE DEFICIT como meta. Ou eu sou o burro ou o são os economistas e políticos. 

burro rindo

boca-podre típica das antas

Meta é algo positivo que devemos tentar alcançar. Para qualquer um que tenha como meta o PREJUÍZO, o destino é maligno. Como não creio que todos os políticos sejam burros, terei de concluir que estão a nos passar a perna.

Cuidado, excelências! O povo é mantido na ignorância mas a paciência tem limites. Aprendam com a História e evitem banhos de sangue, fim de todos os regimes autoritários. Cedo ou tarde, vocês pagarão a dívida que estão fazendo.

Ora bolas, se um chefe de família anunciar como meta causar dano ao patrimônio da família, seus próprios filhos pedirIam seu impedimento judicial.  Em situações de crise, quem tem juízo corta despesas. Quem esbanja tem de ser impedido de lidar com valores.

Os que propõem e aprovam esbanjamentos (como FUNDO PARTIDÁRIO e FINANCIAMENTO PÚBLICO A CAMPANHAS POLÍTICAS) estão com a intenção de financiar a si próprios, roubando dos nossos bolsos e cometendo crimes contra a Nação.  Eu os acuso de TRAIÇÃO. 

 

ROQUE SPONHOLZ

menos os no$$os

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PRIMAVERA BURRA

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Guilherme Fiuza

Guilherme Fiuza vem produzindo peças tão boas que, acredito, quando tiver a idade do Guzzo, será provavelmente um êmulo (no sentido de competir com) dele, pelo menos no meu conceito. O que talvez eu não possa comprovar, dado que não pretendo nem espero nem desejo viver até os 100 anos ou mais (Vade Retro, Satana!) se hoje, com 72 e 12 lesões de discos,  dores do ciático,  diabetes tipo II e hipertensão, a qualidade de vida vai decaindo muito. A única e solitária vantagem foi comprar um automóvel com os descontos de impostos concedidos aos deficientes. Surpreendente em Pindorama, não é mesmo!
Só os neurônios e suas sinapses parecem estar funcionando quase bem… E já falei muito de mim, o que não pretendia e peço perdão. Na verdade, tenho uma saudável inveja, pois eu gostaria muito de ter escrito sobre A Volta, pois era o que eu pensava, mas não tenho o talento do Guilherme. E voltemos ao assunto inicial.
Em setembro de 2013, Fiuza escreveu em O Globo o texto com o título acima (leia em https://oglobo.globo.com/opiniao/a-primavera-burra-10183417), sobre os atos dos ministros petistas do stf quanto ao mensalão. Neste mês de agosto do ano de Nosso Senhor Jesus Cristo de dois mil e dezessete, ele retornou com uma sequência, publicada na revista Época, tão saborosa quanto, que me permito fornecer aos leitores deste moribundo blog e seus editores…


A VOLTA DA PRIMAVERA BURRA

Guilherme destaca a frase “Nunca se falou tanto em ser de esquerda ou de direita – mas pensar assim, em 2017, é um anacronismo.

Olha o gigante aí outra vez, gente! Todo mundo sabe que ele passa a maior parte do tempo adormecido, mas de vez em quando acorda. Desta vez foi para a campanha dos 342 – ou seja, o engajamento pelo número de votos necessário para aprovar a denúncia contra Michel Temer na Câmara dos Deputados. Enfim, o gigante deu aquela espreguiçada e balbuciou “Fora, Temer”.

O Brasil vive um de seus momentos de maior politização – ou pelo menos acha que vive. Em décadas recentes, nunca se falou tanto em ser de esquerda e ser de direita. Evidentemente, esse tipo de classificação ideológica diz muito pouco – ou, eventualmente, nada – sobre posicionamentos políticos, ainda quase 30 anos após a queda do Muro de Berlim. Em outras palavras: o sujeito que desperta para a política em 2017 entusiasmado para anunciar-se de esquerda (ou de direita) já é, acima de tudo, um anacrônico convicto.

A imensa maioria dos que se jogaram na campanha “342 agora” traz no fundo d’alma um anseio revolucionário progressista, um sonho de ajudar a esquerda (sic) a derrubar um regime imposto pela elite branca, velha, recatada etc. Melhor que isso, só se a causa estivesse conectada à realidade.

A tal denúncia redentora contra o presidente foi feita pelo procurador-­geral da República, Rodrigo Janot – um personagem do qual você ainda vai ouvir falar muito. Janot é herdeiro do sucesso da Operação Lava Jato, um arrastão virtuoso contra a corrupção montada no coração do Estado brasileiro pelo PT. O detalhe é que esse mesmo procurador-geral protegeu quanto pôde os maiores caciques desse mesmo PT contra essa mesma Lava Jato – conseguindo, por exemplo, a façanha de evitar que a investigação de Dilma Rousseff fosse autorizada no exercício do mandato presidencial, quando uma torrente de evidências do petrolão apontava sua responsabilidade nos movimentos da quadrilha.

Já quanto a Michel Temer, Janot produziu uma denúncia em tempo recorde, a partir de uma delação obscura do tubarão das carnes anabolizado pelo BNDES de Lula – aquele que nomeou o procurador, sendo devidamente refrescado por ele enquanto pôde.

Na tese bombástica de Joesley Batista, abraçada instantaneamente por Janot sem a devida participação da Polícia Federal ou mesmo da força-tarefa da Lava Jato, Temer é o chefão de toda a quadrilha – “a mais perigosa do país”, nas palavras dramáticas do açougueiro encampadas por Janot. Naturalmente o Brasil que ainda tem algum juízo não caiu nessa – porque acreditar que aquele vice obscuro e decorativo de Dilma mandava e desmandava em Lula, Dirceu e companhia era um pouco demais. No entanto, essa literatura malpassada e gordurosa foi homologada, também em tempo recorde, pelo companheiro Edson Fachin – ministro do STF que subia em palanques eleitorais de Dilma Rousseff, a presidente afastada.

Pois bem: nessa denúncia que despertou o gigante para o brado cívico dos 342 votos contra o mordomo do mal, está escrito que Temer patrocinou um “cala a boca” a Eduardo Cunha, o Darth Vader do PMDB. O detalhe é que não há sequer vestígios demonstrando o tal patrocínio, apenas uma interpretação livre e imaginativa do companheiro Janot. Você ainda vai ouvir falar muito dele.

A denúncia fatídica também traz a alegação de que Temer levou grana para mandar o Cade favorecer a JBS, do companheiro Joesley. Com outro pequeno detalhe trípice: o suborno ao intermediário de Temer resultaria mais caro que a vantagem a ser obtida (!); a “operação controlada” misteriosamente não seguiu o dinheiro até Temer (grifo do magu); e o Cade (oh, não!) recusou a vantagem pretendida pela JBS…

Essa é a denúncia histórica que mobilizou o gigante pela nova campanha da moralidade no país. Como pano de fundo, temos o governo intrigante do mordomo, que enxotou todos o ladrões da Petrobras bancando na presidência da empresa um executivo que não transige com falcatrua. Medida estranha para um chefão supremo de quadrilha. Enquanto isso, o ex-presidente da empresa que obedecia ao PT é preso pela Lava Jato.

Vá montando o quebra-cabeça aí, querido gigante. Aliás, seu último grande despertar foi em junho de 2013, na chamada Primavera Burra – que não fez nem cócegas no governo que estava arrancando as suas calças. Quer saber? Durma bem, gigante!