CARTA PARA FERNANDA MONTENEGRO

General Augusto Heleno

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Gal. Augusto Heleno

“Fernanda Montenegro, no Estadão, do alto de sua intocabilidade de ícone, desabafa: “A desgraça do Brasil é que a esquerda virou direita”.

Tomara que seja verdade, Srª. Fernanda. Quem sabe nos livraremos dos socialistas (e afins) e de suas utopias irrealizáveis. Será que o povo se cansou de mentiras, de viver de ilusões e de aturar gente desonesta intelectualmente?

Será que se cansou de roubalheiras e falcatruas, disfarçadas de justiça social? Percebeu que Isso deu errado na União Soviética, Albânia, Cuba, Alemanha Oriental, Coreia do Norte, Venezuela, no nosso Brasil e em muitos outros países?

Se a análise da Srª. for tão iluminada quanto seu talento, começamos a ter chance de sair do atoleiro em que o PT e asseclas nos enfiaram.

Respeitosamente, Augusto Heleno”

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POLITICAMENTE CORRETO E SERVIDÃO MENTAL

Percival Puggina – 18.08.2017

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Percival Puggina


 Lembro-me da primeira vez em que fui advertido de estar sendo politicamente incorreto. “Isso significa que não posso usar a palavra promiscuidade?”, perguntei receoso. “Claro que não pode!”, foi a resposta que ouvi. Desde então, ser contra essa arenga virou preceito para mim. Tornou-se evidente, ali, que o controle do vocabulário é sutil forma de dominação cultural e política. Impõe servidão mental.

O politicamente correto declara encerrados certos debates e dá por consensuais, por irrecorríveis, conceitos boa parte das vezes insustentáveis numa interlocução esclarecida e bem intencionada. Estamos vendo isso acontecer todos os dias e o fato que trago à reflexão dos leitores dá Testemunho.   Encontrei-o por acaso, na internet.

Em maio passado, um delegado de polícia, que é também jornalista, comentou em grupo do whatsapp um estupro de menor (menina de 11 anos que vivia com a mãe). Referindo-se ao caso, observou que “crianças estão pagando muito caro por esse rodízio de padrastos em casa”. O delegado ocupava função de direção na área de comunicação social de sua instituição. A frase foi qualificada como machista e ele, de imediato, exonerado. Fora, politicamente incorreto! Constatara uma obviedade: as sucessivas trocas de parceiros por parte de mulheres independentes expunha as crianças a contatos de risco.

Indagado pelo Jornal Metrópole sobre se estava arrependido o delegado respondeu que não.

“Precisamos discutir responsabilidades e freios morais. As crianças não podem pagar pelas atitudes desmedidas dos adultos, sejam eles homens ou mulheres. Quem leva uma prostituta para casa está arriscando a segurança de seus filhos. Da mesma forma como alguém que levar um psicopata, um ladrão, um homicida para dentro de casa estará colocando a vida dos filhos em risco”. E mais adiante: “Precisamos ter responsabilidade para enfrentar esse tema”.

Criado o monstro é preciso alimentá-lo. E ele é nutrido por casos como esse em que o referido delegado ousou expor ideias que não devem ser expressas. Uma coisa é a dignidade da pessoa humana e o respeito a ela devido. Outra é assumir que, em vista dessa dignidade, resultem abolidos os valores que lhe são inerentes. Ou que esses valores sequer possam ser explicitados em público. E ai de quem faça alguma afirmação na qual se possa intuir fundamento religioso ou da moral correspondente! 

A afirmação do policial foi irretocável, mas envolvia uma advertência sobre o exercício irresponsável dos direitos sexuais. E há, sim, uma correspondência entre direitos e deveres que, na situação genérica descrita, são os da mãe, do pai, ou do cuidador responsável por menores no âmbito do lar. Ora bolas!



* Percival Puggina (72), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.

ROQUE SPONHOLZ

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mais um para o Gilmar soltar

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ah bom!

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uma simples questão de “foro”

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SE FOR MELHOR PARA O BRASIL, VIVA A JABUTICABA!

Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa

Maria Helena RR de Souza


Original no Blog de Ricardo Noblat, 18 de agosto de 2017. Reproduzido do Chumbo Gordo.


Em um comentário em seu Twitter o ministro Gilmar Mendes criticou a proposta de fixar o mandato de integrantes de tribunais superiores em dez anos dizendo que isso seria “mais uma das nossas jabuticabas”.

Não compreendi bem a crítica, achei-a até meio cômica. Desde quando ser uma jabuticaba diminui alguma ideia? Teremos sempre que ser imitadores de outros países, não vamos nunca poder pensar com nossas cabeças?

Não me dei ao trabalho de pesquisar quais os limites dos mandatos nas Cortes Superiores de outras nações, sei muito por alto em quais países o cargo é vitalício ou não. O único que sei, com certeza, é que os juízes das Cortes Supremas só se pronunciam em plenário; raramente, ou nunca, comentam os processos que passam por suas mãos em entrevistas ou comentários nas redes sociais.

Levam a sério este belo verso: “Better be king in your silence than slave of your words” (‘Othello’, William Skakespeare). [*]

Aqui, ao contrário, nossos juízes, sobretudo os do Supremo Tribunal Federal, decidiram que a palavra é de ouro e que, portanto, quanto mais falam, mais enriquecem o país.

O mesmo ministro, Gilmar Mendes, que ontem concedeu um habeas corpus para libertar o empresário Jacob Barata Filho (detido em julho), informou, através de sua assessoria no STF, que não se sentiu suspeito para julgar o habeas corpus do pai de sua afilhada de casamento, a jovem Beatriz que se casou com um sobrinho de sua mulher, Guiomar Mendes.  Afinal, o casamento ‘não durou nem seis meses’, complementou a assessoria…

De qualquer forma, embora curto, o casamento durou mais do que duraria a prisão do maior empresário de ônibus do Rio se não fosse a decisão do juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas, que manteve as prisões de Barata e também do ex-presidente da Fetranspor, Lélis Teixeira.

Mas Gilmar Mendes não é o único ministro do STF que gosta de se explicar fora do plenário. Outros ministros do STF de nossos dias também resolveram que falar vale à pena: Luiz Fux, por exemplo, que já votou a favor da proibição de contribuição de empresas privadas para campanhas eleitorais, agora acredita que é o momento de repensar esse modelo e permitir contribuições empresariais se o candidato e a empresa compartilharem das mesmas ideias… Desde que a empresa depois não se ache merecedora de uma contrapartida. Sabem como é, a santidade de nossas empresas não está em causa…

A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, cunhou a frase que descreve um sentimento idêntico ao meu: ‘Quero mudar o Brasil; não quero me mudar do Brasil’.

Temos muitos problemas aqui. Muitos. Alguns centenários. Poucos com boa solução no horizonte. Mas não quero me mudar daqui, nem gostaria que as pessoas que eu amo se mudassem. Quero, sim, se possível, mudar o Brasil.

Como se faz isso? Em minha opinião, reformando tudo, recomeçando nossa vida política:

não reeleja ninguém.

Vamos montar um novo Brasil. Com muitas jabuticabas.


Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa* – Professora e tradutora. Vive no Rio de Janeiro. Escreve semanalmente para o Blog do Noblat desde agosto de 2005. Colabora para diversos sites e blogs com seus artigos sobre todos os temas e conhecimentos de Arte, Cultura e História. Ainda por cima é filha do grande Adoniran Barbosa. 
https://www.facebook.com/mhrrs e @mariahrrdesousa

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 [*] magu pede licença para traduzir, porque o blog é brasileiro, e a  língua é a portuguesa. Nenhum leitor, neste país, é obrigado a saber inglês…

“Melhor ser rei em seu silêncio do que escravo de suas palavras”

NOVES FORA, ZERO ZERO ZERO

Carlos Brickmann – 20/08/2017

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Carlos Brickman


Lula está disposto a tudo para ser candidato – e, ao menos por algum tempo, livrar-se de Curitiba. E, para mostrar a seus adeptos que fora ele não há salvação, admitiu na Bahia a possibilidade de ser impedido de disputar a Presidência (é a primeira vez que fala em público sobre esta hipótese). Seu substituto, disse a Mário Kertesz, da Rádio Metrópole, seria escolhido entre os governadores Fernando Pimentel (Minas), Rui Costa (Bahia), Camilo Santana (Ceará), Wellington Dias (Piauí), e o ex-governador baiano Jaques Wagner. Fernando Haddad, que tenta viabilizar-se como candidato, não é citado: claro, perdeu a reeleição por ampla margem, e no primeiro turno.

Nas palavras de Lula, “o golpe (o impeachment de Dilma) não fecha” se ele não for judicialmente impedido de se candidatar. O risco é alto: Lula já foi condenado em primeira instância, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, a nove anos e meio de prisão, e se seu recurso for recusado pelo Tribunal Regional Federal cai na Lei da Ficha Limpa. O problema é que, apesar da alta rejeição (que dificultaria sua vitória no segundo turno), ele é o primeiro colocado nas pesquisas. Os nomes que sugere como substitutos nem foram lembrados pelos pesquisadores. E, depois de Dilma e Haddad, a era dos postes, que só existiam por seu apoio, parece ter chegado ao fim.

Lula está em campanha – oficialmente, “caravana”, porque campanha antecipada é ilegal – por nove Estados do Nordeste. Visita 25 cidades.

…com quem andas

A comitiva de Lula na campanha – quer dizer, “caravana” – inclui Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, acusada de crime eleitoral, lavagem de dinheiro e corrupção passiva, José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, acusado de improbidade administrativa, e o ex-governador baiano e ministro Jaques Wagner – contra quem o Supremo determinou a abertura de processo, acusado de participação no esquema Odebrecht.

A bainha dos tucanos

O PT pode ter candidatos de menos, mas todos farão o que Lula mandar. Já o PSDB tem candidatos demais, três deles já derrotados pelo PT, outro derrotado dentro do partido quando quis se candidatar; e um que aparece bem, mas que por isso mesmo vem sendo sabotado pelos outros. No PSDB todos são amigos desde os bancos escolares, mas ainda acham que as costas uns dos outros são a bainha para seus punhais. Geraldo Alckmin e Aécio Neves, ambos já derrotados por Lula, vêm conversando sobre como anular João Dória Jr., com prestígio em alta (e com o dobro das intenções de voto de Alckmin, nas pesquisas). José Serra, surrado por Lula e Dilma, quer ser lembrado como candidato e não fala mal de Dória; mas seu aliado José Aníbal fala mal por ele. Tasso Jereissati, atropelado por Serra no PSDB quando quis se candidatar, é o presidente do partido – e mandou sozinho no programa de TV, criticado pelos demais tucanos (entre outras coisas, o programa atacou o Governo, em que o PSDB tem quatro ministérios dos bons). Todos querem derrubar Tasso; aceitam até Aécio de volta.

Ao mestre, com carinho

Mas Aécio teve de se licenciar da Presidência do PSDB quando foi alvo das gravações de Joesley Batista, a quem pediu R$ 2 milhões. Joesley diz que era suborno, Aécio diz que era empréstimo. E o Supremo, a pedido do procurador Janot, analisa a possibilidade de mandar prender o senador.

Outra possibilidade é antecipar para outubro a convenção nacional, que escolherá o presidente. E, inicialmente, antecipar as convenções estaduais. No caso, o favorito para presidente é o governador goiano Marconi Perillo.

O PSDB, como sempre, decidiu não decidir. Vão consultar Fernando Henrique, que não é candidato nem quer ser, para que decida por todos.

Quem parte e reparte…

Todos querem votar depressa a reforma política, mas só para garantir a mamata dos R$ 3,6 bilhões de financiamento público de campanha. Como fica a eleição (distrital, distrital misto, distritão, proporcional), não importa muito. Mas, sem decidir esses detalhes, como garantir já a dinheirama? Os parlamentares estudam qual o sistema que melhor lhes facilite a reeleição.

…fica com a melhor parte…

Na terça, promete o presidente do Senado, Eunício Oliveira, entra na pauta o pedido de urgência para extinguir o sigilo dos empréstimos do BNDES. O projeto é do senador Lasier Martins, do PSD gaúcho; e o PT é totalmente contra, com certeza por motivos técnicos e patrióticos. Lasier Martins cita casos em que o fim do sigilo permitirá que se entenda tudo: o porto de Mariel, em Cuba, empréstimo de US$ 682 milhões; o metrô do Panamá, US$ 1 bilhão. As empreiteiras são as de sempre.

…e conhece a arte

Do portal Quanto Custa o Brasil: lista de deputados federais e senadores em débito com a União (goo.gl/Xbxh5f).


COMENTEcarlos@brickmann.com.br

Twitter: @CarlosBrickmann

 

QUANTO CUSTA BRASIL

carrinho-de-mão-do-dinheiro-42093837.jpgSugerido por Carlos Brickmann, no artigo logo acima.  São BILHÕES. Repito: bilhões são milhares de milhões. Um Milhão são dez mil notinhas de cem reais, MIL pacotes de mil reais. Há quanto tempo você não vê um pacote de mil reais?  Em notas de cinquenta, quanto você avalia caber em um carrinho de mão?  Antes de pifar, minha maquininha somou as contas linkadas abaixo até UM BI E TREZENTOS MILHÕES – sem contar as “doações de campanha” de pessoas que devem muito à União, e sem contar os “empréstimos” para financiar obras em Cuba, Venezuela, Bolívia, Uruguay, Paraguay e países africanos.  

E esses canalhas vem nos dizer que a culpa do deficit é dos aposentados.  Não, a culpa é dos que votaram em candidatos do petê e qualquer partido da sua base política. Culpados os que votaram em lula, dilma e seu vice temer. Não tirem o corpo fora.(Gil)


Conheça os parlamentares e financiadores de campanhas que devem bilhões à União

Está em curso uma manobra política no Congresso Nacional que pode eliminar encargos, juros e multas de grandes devedores da União. Entre os beneficiados estão deputados, senadores e financiadores de campanhas. O cidadão precisa tomar consciência de que esse é o mesmo grupo político e de poder econômico que defende mais aumentos de impostos contra os pobres e a classe média, além da eliminação de direitos trabalhistas e previdenciários.

As listagens com os nomes de parlamentares e doadores em débito com a União foram fornecidas pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, através da Coordenação-Geral de Estratégias de Recuperação de Crédito. São dados públicos, que todo brasileiro tem o direito de saber, de acordo com a Lei de Acesso à Informação.

Clique em cada título abaixo para visualizar a lista correspondente:

  1. Relação de Deputados Federais com débitos inscritos na dívida ativa da União em nome próprio

  2. Relação de Senadores da República com débitos inscritos na dívida ativa da União em nome próprio

  3. Relação de Deputados Federais responsabilizados pessoalmente por débitos de terceiros (pessoas físicas ou jurídicas vinculadas)

  4. Relação de Senadores da República responsabilizados pessoalmente por débitos de terceiros (pessoas físicas ou jurídicas vinculadas)

  5. Relação de Deputados Federais vinculados a pessoas jurídicas com débitos inscritos na dívida ativa da União

  6. Relação de Senadores da República vinculados a pessoas jurídicas com débitos inscritos na dívida ativa da União

  7. Relação de empresas com débitos inscritos na dívida ativa da União que possuem em seu quadro societário pessoa jurídica corresponsável na qual figura como sócio Deputado Federal

  8. Relação de empresas com débitos inscritos na dívida ativa da União que possuem em seu quadro societário pessoa jurídica corresponsável na qual figura como sócio Senador da República

  9. Relação de devedores da União que financiaram campanhas eleitorais de candidatos ao cargo de Deputado Federal

  10. Relação de devedores da União que financiaram campanhas eleitorais de candidatos ao cargo de Senador da República