RECIBOS FAJUTOS

Gil


Sem dúvida, o Zero Berto é o melhor articulista da Veja em todos os tempos.


J.R. Guzzo

guzzo

J.R.Guzzo

Como você, em pessoa, estaria se sentindo se estivesse entalado num processo penal pouco promissor e lhe acontecessem as seguintes coisas, uma depois da outra:

1. O juiz (e juiz bravo, que não tem o menor medo de você, tipo Sérgio Moro) pede em audiência que você lhe mostre os recibos dos pagamentos de aluguel que, segundo seus advogados e seus próprios depoimentos, você diz ter feito pela locação de um apartamento em São Bernardo, na grande São Paulo. A suspeita é que você seja o dono, ou então use o imóvel de graça, como propina recebida de uma empreiteira de obras públicas. Você diz que não, de jeito nenhum, que o apartamento é alugado – e a prova disso é que sempre pagou direitinho os aluguéis.

2. Você diz que não sabe onde estão os recibos – é uma prova absolutamente primária para dar crédito à alegação de qualquer inquilino deste país e deste mundo, e sem ela você não tem como comprovar que pagou os tais aluguéis. Seus advogados também não. Todo o que vocês dizem é que a papelada talvez estivesse com a sua ex-mulher, que morreu em fevereiro último, e não pode esclarecer nada a respeito. É ela, aliás, a responsável por tudo que diga respeito ao seu dinheiro. Já responderam a mesma coisa em relação a diversas outras perguntas do juiz: “Isso quem pode saber é a Marisa”.

3. O juiz faz uma cara de quem não acreditou numa única sílaba da história que lhe contaram sobre os recibos, e depois de outras questões, encerra a audiência. Você sai preocupado.

4. Seus advogados, então, encontram subitamente, alguns dias depois, todos os recibos que estavam sumidos – tão sumidos que não tinha sido possível levá-los para o fórum no momento em que eram mais importantes, ou seja, no interrogatório do cliente. Você pergunta aos advogados: “Mas porque diabo vocês não me apareceram com esses recibos antes? Ou é tudo falso?”

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CARTA ABERTA AOS MAUS CONGRESSISTAS

Percival Puggina – 

puggina

Percival Puggina


 Senhores!

 Nós já sabemos quem os senhores são e vemos o que fazem. A sociedade brasileira, representada politicamente no Congresso Nacional, emerge de uma recessão que durou 12 trimestres e cujas causas são muito mais internas do que externas. Mesmo onde estas últimas tiveram algum significado, seu efeito se agravou pela gestão suicida do gasto público. O governo pródigo que dirigiu o país entre 2003 e 2016 se imaginou dotado do toque de Midas e presumiu que os preços das commodities se manteriam nos elevados patamares vigentes nos primeiros anos daquela gestão. Acreditou que os campos petrolíferos jorrariam para sempre cem dólares por barril extraído. Tal como o galo Chantecler, acreditou ser por sua causa que tudo acontecia. E acreditou, por fim, não haver juízes, nem promotores, nem policiais no Brasil.

Durante quase uma década e meia, na sequência de quatro mandatos presidenciais, vivemos sob combinação perfeita de irresponsabilidade fiscal e fanfarronice presidencial. O governo da União e os demais poderes de Estado fizeram crescer as respectivas despesas de modo leviano e numa frivolidade cujos exemplos mais vistosos, mas não únicos nem principais, foram proporcionados pela Copa do Mundo e pelos Jogos Olímpicos. Nisso se fizeram acompanhar, também, pela voracidade dos corruptos e pela ganância das corporações. Uns e outros assumiram como perene aquela aparente prosperidade calcada nas duas pernas de pau da riqueza externa e não na competitiva agregação de valor e geração de riqueza interna. Todos, num alegre convescote, foram com sede à mesa das inextinguíveis regalias. Não havia como dar certo. E não deu.

Admitamos que essa imprudência tenha sido contagiante, que o irrealismo da situação fosse sedutor. Vá que em tempos como aqueles fossem ao lixo os manuais, se danasse toda cautela, se fizessem calar os bons conselheiros. Mas, e agora? E agora, “que a noite esfriou, o dia não veio, o bonde não veio, o riso não veio e não veio a utopia, e tudo acabou, e tudo fugiu e tudo mofou”? O que têm a dizer, senhores, ante o sentimento dos brasileiros em hora tão grave?

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FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTOS DÁ CADEIA?

Do clip do jornal Estado de São Paulo

CELAS DA PAPUDA REFORMADA PARA OS VIPS PETRALHAS


(recebido por e-mail)

Indícios complicam defesa de Lula no caso do apartamento

Planilha apreendida pela PF relativa a gastos do imóvel de São Bernardo não registra pagamentos de aluguel

Os investigadores da força-tarefa da Operação Lava Jato têm indícios de que a família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não fez pagamentos do aluguel de apartamento em São Bernardo do Campo.     Entre os documentos da família apreendidos pela Polícia Federal, há uma planilha na qual não consta essa despesa. O documento, intitulado “Contas Mensais 2.º Sem. 2011”, traz desembolsos com condomínio, energia elétrica e IPTU de 2011 do apartamento onde Lula mora e o do imóvel vizinho, apontado pela Lava Jato como sendo do petista, mas não o aluguel de R$ 3.500,00 que aparece em recibos entregues pela defesa como prova de que o petista é locatário. Nesses mesmos arquivos da família Lula da Silva, a defesa do ex-presidente afirmou ter localizado os 26 recibos de aluguel. A força-tarefa acusa Lula de ter recebido o imóvel como parte de propina paga a ele pela Odebrecht. (Política A4 e A6)

ROQUE SPONHOLZ

popularidade

mais um viciado em óleo de peroba

essa dona Marisa…. quem diria?!!!

REPRESENTATIVIDADE

Rapphael Curvo

Raphael-Curvo
Rapphael Curvo

“Qualidade de alguém, de um partido, de um grupo ou de um sindicato, cujo embasamento na população faz que ele possa exprimir-se verdadeiramente em seu nome”. Essa é a definição para representatividade. Feito isto é fácil ver que o Congresso Nacional, há várias legislaturas, ou seja, muito tempo, deixou de representar o povo brasileiro e ter como objetivo suas aspirações por melhoria de vida e desenvolvimento. Não há mais como permanecer nesse “estado de coisas”, de vida política desqualificada que vive o Brasil nos dias de hoje, aliás, nestas últimas décadas, ressalvado o período Itamar Franco que deu ao País certa estabilidade e esperanças de dias melhores. Pense o leitor por uns segundos e veja se encontra algum momento ou lugar em que não esteja acontecendo problemas de ética, de moral, de honestidade, de bons costumes e por aí vai. O Brasil foi dominado e está contaminando várias gerações que começam a absorver na formação de sua personalidade estes péssimos exemplos e acreditar que os malfeitos devem ser observados e praticados.

A crença de que são inatingíveis e que podem dar a volta por cima nas eleições é que faz os mandatários da representação popular, a classe política, realizarem um verdadeiro balcão de negociatas, exceção para poucos. O Congresso Nacional já não mais representa os eleitores que os elegeram, e as últimas pesquisas dizem isso ao constatarem que há 60% de rejeição e apenas 7% consideram ótimo ou bom. Onde está a representatividade disso? O corporativismo cria barreiras de proteção aos membros de forma que estes tenham via livre para a prática da corrupção e todo tipo de imoralidade. Alguns parlamentares que fazem parte do grupo ético, da moralidade no exercício do mandato e da prática da honestidade nas suas ações, remam contra a maré e tem em suas atitudes uma luta inglória. É o caso dos Senadores que lutaram contra o ‘fundão” a ser constituído com dinheiro público para financiar as campanhas eleitorais, que na verdade, é um dinheiro com endereço certo dos bolsos dos atuais parlamentares. Vamos financiar a campanha dos que nos enganam e nos iludem, sem falar nos malfeitos que praticam.

Não bastasse o Congresso, o brasileiro, pela sua inoperância de ação, se vê governado por um presidente comprovadamente praticante de desvios de conduta no exercício do cargo. É de se impressionar a passividade que este acontecimento é recebido pela população e por todas as instituições que deveriam resguardar a moralidade na administração pública. Temos um presidente contaminado por atos não corretos, éticos e morais, no exercício pleno da presidência da República. O Brasil é uma Nação desmoralizada no cenário interno e internacional. Sim, até mesmo interno porque seu povo assim se encontra. A compra de apoio de congressistas pelo presidente Temer para barrar a segunda denúncia do MPF voltou com força total, mesmo sem ainda não ter cumprido com as promessas e compromissos assumidos na ocasião da primeira denúncia. A negociata no balcão do Congresso está a todo vapor.

Pelo andar da carruagem, não há mais condição de permanência de vida política no Brasil nas condições em que estamos vivendo e com seus atuais atores. O País está se afundando e não há nenhuma perspectiva de saída dessa situação em que se encontra. O governo está se desfazendo de ativos para arrumar dinheiro de forma que possa fazer caixa e pagar compromissos de folha de pagamento. Estamos na mesma situação do Rio em 2016 e que desaguou no que vemos hoje. A situação carioca foi adiada pelas olimpíadas. Alguma atitude tem que ser tomada para “ontem” e faz graça ouvir de certos intelectos com boa conta bancária e bons ganhos, que devemos preservar a democracia e observamos os ritos legais estabelecidos. Dentro de uma normalidade ética, moral e de respeito à Nação isto é imprescindível, mas a situação é de extrema crise política e legal, já que um bando de criminosos está no controle do País. Usurpam do Poder por saberem que o povo desconhece o que se passa nos bastidores do governo e que a maioria dos parlamentares foram cooptados. Democracia é um governo em que o povo exerce a soberania, em que os representantes deste povo trabalham pelo seu bem estar e desenvolvimento, mas, no atual estágio da nossa política, em todos os níveis, municipal, estadual e federal, estamos sem representatividade.

AULAS DE GESTÃO ESTRATÉGICA

Avelino


Recebi 04 aulas de Gestão Estratégica.

Não sei se já conhecem, mas achei interessante. 


*1ª AULA*

Um corvo está sentado numa árvore o dia inteiro sem fazer nada. Um pequeno coelho vê o corvo e pergunta:

– Eu posso sentar como você e não fazer nada o dia inteiro?

O corvo responde:

– Claro, porque não?

O coelho senta no chão embaixo da árvore e relaxa. De repente uma raposa aparece e come o coelho.

*Conclusão:* Para ficar sentado sem fazer nada, você deve estar no topo.

*2ª AULA*

Na África todas as manhãs o veadinho acorda sabendo que deverá conseguir correr mais do que o leão se quiser se manter vivo.

Todas as manhãs o leão acorda sabendo que deverá correr mais que o veadinho se não quiser morrer de fome.

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ROQUE SPONHOLZ

Temerologia: em Brasília chove todo dia