ROQUE SPONHOLZ

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ROQUE SPONHOLZ

Aldir Blanc

Entrevista completa aqui:  http://www.zebeto.com.br/fala-mestre-aldir/#.W00aaMInbDc00rs0716ars

PROIBIDA A ENTRADA DA TURMA DO CONTRA

Percival Puggina – 

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Percival Puggina


 Sei que nada é mais livre do que a burrice. A inteligência tem limites e a sabedoria exige imenso autocontrole. Mas a burrice não conhece obstáculos. Quando contrai matrimônio com uma ideologia, qualquer dessas que por serem também burras são contra tudo que delas não provier, surge uma energia destrutiva na sociedade.

Porto Alegre, a bela capital gaúcha que escolhi para viver, lá pelas tantas de sua história mais recente, se tornou conhecida como Havana do Sul. Tudo começou no final dos anos 80 do século passado, quando parte expressiva da população encantou-se e se deixou conduzir pelos ditames da esquerda mais retrógrada do país. A cidade elegeu, consecutivamente, quatro prefeitos – fato inédito na história universal – tão esquerdistas quanto Olívio Dutra, Tarso Genro (duas vezes!) e Raul Pont. Com essa sequência ainda em curso, Porto Alegre se credenciou a ser a cidade símbolo do Fórum Social Mundial, aquele convescote do comunismo internacional que aqui começou e levou anos dando cria. Valendo-se do mecanismo de recíproco reconhecimento e mútua promoção característico dos aparelhos esquerdistas mundo afora, a capital gaúcha era exibida como “referência mundial” em democracia popular. Democracia popular, você sabe, era a trademark daquelas infelizes repúblicas dominadas pelo comunismo no Leste Europeu e na Ásia, cuja principal característica consistia em serem não democráticas e impopulares.

Essa esquerda, com o passar dos anos, perdeu o prestígio, mas continuou seu proselitismo, atuando coletivamente como efetiva vanguarda do atraso, título, aliás, de um bom livro do jornalista Diego Casagrande. Os espaços dessa atuação são os usuais e é desnecessário repeti-los aqui. Entre suas pautas estava a ferrenha oposição a toda forma de progresso, desenvolvimento econômico, oportunidade de negócios (para quem não lembra, foi durante o período em que Olívio Dutra governou o Estado que a mais nova planta industrial da Ford, que já produziu 3 milhões de veículos, foi despachada para a Bahia). Pelo viés oposto, mesmo fora do poder, seguiu alimentando o corporativismo e promovendo o aparelhamento da administração pública e das instituições do Estado.

NOVA ORLA GUAIBAEntre as consequências desse infeliz pacote esteve a resistência à modernização da orla do esplêndido Guaíba e o aproveitamento das antigas instalações portuárias do Cais Mauá e do Estaleiro Só, relegadas ao abandono e à degradação. Qualquer projeto de melhoria para essas áreas passou a ser combatido como desrespeito à natureza, ao Guaíba e à cidade. Atos de repúdio, abraços públicos de proteção, plebiscitos, acaloradas audiências e quanto mais estivesse disponibilizado no arsenal do mais tacanho retrocesso foram usados ao longo dos anos para impedir a integração desses locais à vida urbana.

Finalmente, há poucos dias, fez-se visível o resultado da primeira vitória da população da cidade contra tais absurdos: aproveitando-se do primeiro domingo de sol após a inauguração da nova orla do Guaíba, verdadeira multidão estimada em 40 mil pessoas tomou posse do local. Só faltou um cartaz advertindo que quem foi contra deveria manter-se afastado dali. Essas pessoas deveriam dirigir-se ao trecho seguinte, onde tudo ainda está como lhes agrada – a terra é nua, propriedade privada das macegas, ratos, rãs, tuco-tucos e lixo


* Percival Puggina (73), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site http://www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o Totalitarismo; Cuba, a Tragédia da Utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil, integrante do grupo Pensar+.

DESESPERADOS

Raphael Curvo

Raphael-Curvo
Rapphael Curvo

A eleição está se aproximando e a velha e carcomida política brasileira entra em desespero. Os motivos são muitos já que a fatura do desmantelamento da estrutura social, econômica e política chegou e o preço a pagar será muito caro. Pelo lado petista o desespero então é assustador. Do Partido dos Trabalhadores ainda sobra um pouco da figura escarnecida do seu fundador, o presidiário Lulla. Libertá-lo é tudo que precisam seus seguidores para tentar salvar alguns trapos do que foi o partido mais ilusionista e enganador da história política do Brasil. Sem o chefe, o bando estará perdido em 7 de outubro, não há nenhuma figura no PT que possa substituí-lo ou ao menos representá-lo no pleito eleitoral. Lulla está pagando por sua soberba, oriunda da ignorância e ganância pelo Poder totalitário de toda a máquina partidária. Com pequenas doses de mel ofertada aos seguidores, os manteve sob cabresto e aqueles com qualquer tentativa de gula, foram afastados, senão banidos e desprezados.

A corrida dos petistas contra o tempo para permitir a participação do presidiário Lulla nas eleições, é desesperadora. É também uma ameaça ao equilíbrio moral e ético do Estado brasileiro. É uma ameaça à credibilidade do sistema judiciário do Brasil e a quebrada organização política e social da Nação. As tramas de bastidores, principalmente com o judiciário, estão sendo urdidas e empreendidas, um lamaçal de patifarias e safadezas, com suporte até na maior Corte do País, o Supremo Tribunal Federal-STF. A esperança dos petistas está colocada nas mãos de um membro paraquedista que lá caiu e alguns outros, que no uso do mesmo artifício de chegada, integram o STF. O desespero dos filiados ao Partido ilusionista dos Trabalhadores é que sem o presidiário como candidato, as possibilidades de ser pulverizado nas eleições são altíssimas. No mínimo irão procurar manter sua “pseudo” candidatura até 17 de outubro de 2018, data limite para apresentação e registro de um outro candidato. É também uma forma de manter vivas as chances nas eleições proporcionais e aos governos estaduais. Ao promoverem essa balbúrdia jurídica para a soltura do presidiário, criam fatos novos para se manterem na mídia, é um marketing travestido. Novas condenações da Lava Jato ao chefe Lulla estão a caminho.

O desespero petista tem seus fortes fundamentos nos resultados das eleições às prefeituras em 2016. O Partido dos Trabalhadores foi acachapado e derrotado fragorosamente naquelas eleições. Perdeu 60% das prefeituras e ganhou em apenas uma capital, Rio Branco – Acre, mesmo com o chefe Lulla em plena ação política de campanha pelo seu Partido. Acreditar que ele possa reverter, mesmo solto, o que hoje aí está estabelecido, é ser de muita incapacidade de avaliação e ignorância do momento em que vive o eleitor brasileiro. Penso que atrás das grades Lulla será mais útil que fora delas. Aquele sentimento de piedade e pena do brasileiro poderá ser melhor aproveitado por ele. Além desse fato, está o apoio incondicional de alguns Institutos de pesquisas que, deslavadamente, promovem um show de informações inconsistentes à população sobre a real e verdadeira situação eleitoral do presidiário Lulla. Aliás, correu um vídeo pelas redes sociais com o flagrante de um pesquisador de “conceituado” instituto de pesquisas induzindo respostas do eleitor pesquisado.

O desalento do eleitor é considerável. Cerca de 62% não estão comprometidos com as eleições e menos ainda com partidos e candidatos. São dados prévios obtidos com as eleições complementares no Estado do Tocantins. Eles refletem o cenário nacional, não há muita diferença porque em torno do mesmo percentual, foram observados resultados em outras eleições complementares, no mesmo período, para as prefeituras em vários estados. Os números previstos de votos negados, ou seja, o somatório de brancos, nulos e abstenções, para o 7 de outubro será na mesma proporção do ocorrido no Tocantins e outras cidades. Estes fatos aumentam as possibilidades aos velhos políticos de melhor chance de reeleição, não dos envolvidos em falcatruas, mas daqueles que tem um currículo de serviços prestados e de boa conduta. Os partidos tradicionais deverão escolher bem seus candidatos sob pena de, como o PT, fracassarem. O momento eleitoral exige candidatos com posturas éticas, morais e de boa capacidade e competência administrativa para os cargos do Executivo. Os candidatos ao Senado, Câmara Federal e Assembleias estaduais terão que ter os mesmos predicados e não serem debochados com seus respectivos parlamentos como ocorreu nesta semana. E nesses critérios para escolhas de candidatos, os partidos estão desesperados.