ROQUE SPONHOLZ

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E OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS CÚMPLICES QUE FIZERAM VISTA GROSSA?

Do Blog do Políbio Braga

polibio braga
Políbio Braga

4,4 milhões fraudavam Bolsa Família e fraudes no auxílio-doença chegaram a 85% do bolo total

É a corrupção no andar de baixo. Ali, vale ?

O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, fez duas delações neste domingo, tudo para dedar a desordem administrativa deixada pelos governos do PT (Lula e Dilnma):

1) 4,4 milhões de famílias foram expurgadas do Bolsa Família porque fraudaram informações.
2) 85% das pessoas que eram beneficiadas por auxílio-doença foram expurgadas porque fraudavam o INSS.

A economia em ambos os casos, somados, irá este ano a R$ 10 bilhões.

É muito dinheiro.

Com isto, as filas que se arrastavam e chegavam a um ano e meio para inscrição no Bolsa Família, foram zeradas.

Resta saber se os fraudadores irão para a cadeia e devolverão o dinheiro recebido ilegalmente.


Nota do Editor de Plantão: Pois é, e os funcionários que aprovavam as inscrições e os médicos que concediam o auxílio-doença, mais os seus chefes e os encarregados da fiscalização (se é que existem…) – Nada acontecerá com eles?  Será que têm prerrogativas ou fôros privilegiados, como os juízes corruptos cuja penalidade máxima é a aposentadoria remunerada? No mínimo, deveriam devolver em triplo o prejuízo causado, e responder a processo criminal pelos que morreram nas filas.

 

AS MAGIAS DO NATAL

Coluna Carlos Brickmann – 10/12/2017

BRICKMANN 2

Carlos Brickman


A frase é de Lula, nesta terça, no Maranhão: “Todo ladrão tem de ir para a cadeia”. O Maranhão, Estado mais pobre do Brasil, é dirigido pela família Sarney, aliada de Lula, ou pelo PCdoB, aliado de Lula.

O PSDB está dividido, com relação ao Governo Temer, entre o Muro e o Muro do B. O Partido do Muro, chefiado pelo chanceler Aloysio Nunes, aceita tudo, menos descer de lá de cima. O Muro do B, chefiado por quem não tem força no Governo, combinou com o presidente Temer “uma saída elegante”. Como diria Temer, tê-la-ão: o PSDB certamente ficará feliz quando souber que o pé que vai levar no local adequado usa calçados finos.

Sérgio Cabral, PMDB, ex-governador do Rio, condenado em primeira instância a 72 anos de prisão (mas pode me chamar de 30, pena máxima a ser cumprida), presta o Enem nesta semana para História. Cabral, formado em Jornalismo, diz que adora História. Nada mais justo: o Brasil foi descoberto pelo Cabral português, e outro Cabral, carioca, soube pesquisar os tesouros que o país escondia. Tem mais: o estudo permite abater parte da pena. Se o Brasil não mudou, será com certeza um bom abatimento. Quem sabe teremos ainda novas chapas peemedebistas com Cunha e Cabral?

Cabral lembra algo de nossa história. Diz, por exemplo, que não é como Adhemar de Barros, ex-governador paulista que cunhou o slogan “rouba mas faz”. E não é mesmo: obra de Adhemar podia ser cara, mas era feita.

Bom velhinho sempre vem

Lembra-se do doleiro Lúcio Funaro, envolvido desde 2003 na remessa de dinheiro ilegal ao Exterior? Em 2003, foi apanhado por Moro, mas sabe como é, o tempo passa, o tempo voa e ele foi se mantendo no ramo. Agora. apanhado de novo, delatou muita gente e conseguiu pegar apenas dois anos de pena. Mas vai passar o Natal em casa, porque o bom Papai Noel não se esquece de ninguém. Sai da Papuda nesta semana, seis meses antes de completar os já generosos dois anos com que havia conseguido se safar. Se Funaro, que não pertence a partidos, sai tão cedo, por que outros vão ficar?

Conexão africana

O ex-ministro Antônio Palocci, um dos homens mais importantes do Governo Lula, coordenador da campanha de Dilma, totalmente abandonado pelos companheiros quando foi preso, está concluindo sua proposta de delação premiada, informa a revista Veja. Palocci promete provar que Moamar Khadaffi, ditador da Líbia, deu um milhão de dólares à campanha de Lula em 2002 – dinheiro lavadinho, a fundo perdido, “empréstimo” sem devolução. Lula chamava o líbio de “irmão”. Khadaffi, ditador da Líbia por 42 anos, foi deposto e morto em 2011. Palocci diz ter outras coisas a contar sobre movimentação ilegal de recursos, mas a de Khadaffi tem um sabor especial: a lei brasileira pune com o cancelamento de registro do partido o recebimento de dinheiro do Exterior. Lula não poderá ser candidato, nem o PT poderá apresentar outros candidatos: o partido talvez seja extinto.

Espada a prêmio

Num dos quatro encontros que teve com Khaddafi, Lula ganhou uma espada de aço e ouro branco, cravejada de pedras preciosas. Ao deixar a Presidência, Lula guardou a espada num cofre do Banco do Brasil, em nome de sua esposa Marisa e do filho Fábio Luís Lula da Silva. A espada foi localizada pelo juiz Sérgio Moro e devolvida ao Tesouro.

Alerta

Quem conhece o empreiteiro Marcelo Odebrecht está convencido de que o período na prisão não o modificou de forma alguma. Como dizia do rei Luís 18 da França o chanceler Talleyrand, após a Revolução Francesa e o período de Napoleão Bonaparte, “nada aprendeu e nada esqueceu”.

A reforma vem chegando

A votação será mesmo apressada, atrapalhada, como aliás é frequente ocorrer em nosso Congresso, principalmente quando se aproxima o recesso. Mas tudo indica que a reforma da Previdência – meio esfarrapada – será aprovada. E talvez seja aprovada até por mais do que se imagina, especialmente se o pessoal mais resistente do PSDB descobrir que, se continuar no muro, vai deixar claro que não teve a menor importância no resultado da votação. É o risco que também corre o PSD de Kassab: assistir à aprovação, deixando claro que, com ou sem PSD, Temer vai vivendo.

Pior do que estava, fica

Não se iluda com a suposta beleza do gesto de renúncia do deputado Tiririca. Em oito anos, é seu primeiro discurso – a primeira vez que nos deixa entrever sua posição política. Levou esse tempo todo desfrutando os benefícios, aliás indecentes mesmo, que agora denunciou. E ainda aproveitou para pagar as despesas de um espetáculo de circo do qual era o astro com dinheiro da Câmara. Tiririca, ao contrário do que prometeu, não contou o que é que um deputado federal faz. Mas seguiu o exemplo deles.

COMENTEcarlos@brickmann.com.br

Twitter: @CarlosBrickmann

 

A DESMORALIZAÇÃO DO STF E DO TSE CONTINUA

Por Almir M. Quites

Almir Quites
Almir Quites

Ministros, especialmente  Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello, abusam de subterfúgios jurídicos para proteger poderosos corruptos.
Por exemplo, no recente julgamento sobre a imunidade dos deputados estaduais, no dia 7 de dezembro (quinta-feira), o ministro Marco Aurélio, para suavizar o abuso da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que mandou soltar três deputados estaduais da prisão, qualificou o grave episódio de  “pecadilho”, ou seja, um simples pecadinho insignificante! Isto revela sua motivação pessoal e sua parcialidade no julgamento, o que é um gravíssimo pecado para um ministro da Suprema Corte!

Isto me faz lembrar de um artigo publicado há exatamente 1 ano! Aqui está:
✔ STF, ÓRGÃO SUBMISSO AO PODER ✔
Como se fosse um autêntico caudilho, Renan Calheiros afrontou publicamente o Supremo Tribunal Federal (STF), o qual pôs o rabinho entre as pernas e saiu de cabeça baixa! Renan Calheiros venceu e o Brasil perdeu! As instituições brasileiras são mais frágeis do que o “pecadilho” de Renan!

O que há por trás disso? Respondo: uma rígida rede de rabos presos que determina os rumos da política brasileira! Vale a pena relembrar os fatos! Leia: STF, ÓRGÃO SUBMISSO AO PODER [http://almirquites.blogspot.com/2016/12/stf-orgao-submisso-ao-poder.html]

Relembro também que há seis anos (setembro de 2011), quando a corregedora do Conselho Nacional de Justiça, Eliana Calmon, afirmou que há “bandidos escondidos atrás das togas” (ou seja, que há juízes bandidos), o ministro Marco Aurélio Mello usou a mesma expressão  (“pecadilho da ministra”) para amenizar a crise no Judiciário.

O  BRASIL PRECISA DE UM PROFUNDA REFORMA INSTITUCIONAL. O sistema político está podre. Desviar a atenção do povo apenas para os problemas econômicos (que são seríssimos) é tática de quem quer manter seus privilégios. Sem a reforma institucional nenhuma política econômica será eficaz!

ROQUE SPONHOLZ

roubaram o saco do Noel

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NA URBE: DESORIENTADOS, DESNORTEADOS E LARGADOS

Marli Gonçalves

marli
Marli Gonçalves

Não há batatinha amarrada na fronte que resolva. Calmante que acalme. Protetor de ouvido que dê conta. Se a pessoa anda armada é um perigo sair dando tiros. Se achar uma granada o perigo será destravar a rolha e mandar bem no alvo, virando um terrorista urbano. Morar em São Paulo está ficando a cada dia mais impraticável. E não é só o barulho.

Você vai ficando louco, começa a pensar em tomar as medidas mais drásticas, tem os pensamentos mais subversivos, terríveis, punks. Os instintos mais primitivos. O barulho vai corroendo as entranhas, tomando conta. Os obstáculos e situações estressantes se acumulam. Os problemas da cidade e a falta de controle e fiscalização chegaram a um nível insuportável e que afeta gravemente a nossa saúde. Que será preciso para que providências reais sejam tomadas para melhorar nossa qualidade de vida?

No momento, me perdoem, tenho dúvidas, inclusive, se a cidade está sendo habitada apenas por bananas; se ao meu redor só existem pessoas bananas, medrosas, já tão acostumadas a ser massacradas que ficam sem reação, não se defendem mais de nada, inertes, palermas.  Não reclamam, esperam que alguém o faça. A vida real está passando ao largo nesses tempos digitais.

Leia mais deste post

O QUE É O SOCIALISMO FABIANO – E POR QUE ELE IMPORTA

Leitura obrigatória. Artigo enorme, mas explica tudo. Sugerido por Percival Puggina.  (Gil)


Lew Rockwell – 

Lew Rockwell

Lew Rockwell

(Publicado originalmente em http://www.mises.org.br)

Antes da Revolução Russa, o Partido Comunista tinha duas alas: Bolchevique e Menchevique.

Os Bolcheviques acreditavam na imediata imposição do socialismo por meios violentos, com confisco armado das propriedades, das fábricas, e das fazendas, e o assassinato dos burgueses e reacionários que porventura oferecessem resistência.

Já os Mencheviques (que também se autorrotulavam social-democratas) defendiam uma abordagem mais gradual, não-violenta e não-revolucionária para o mesmo objetivo. Para estes, a liberdade e a propriedade deveriam ser abolidas pelo voto da maioria.

Os Bolcheviques venceram a Revolução Russa e implantaram o terror. No entanto, após cometerem crimes inimagináveis, eles praticamente desapareceram do cenário. Já os Mencheviques, no entanto, não apenas seguem vivos como também se fortaleceram e se expandiram, e estão no poder de boa parte dos países democráticos.

Os mencheviques modernos seguem, em sua essência, as mesmas táticas dos Mencheviques russos: em vez de abolirem a propriedade privada e a economia de mercado, como queriam os Bolcheviques, os atuais mencheviques entenderam ser muito melhor um arranjo em que a propriedade privada e o sistema de preços são mantidos, mas o estado mantém os capitalistas e uma truncada economia de mercado sob total controle, regulando, tributando, restringindo e submetendo todos os empreendedores às ordens do estado.

Para os mencheviques atuais, tradições burguesas como propriedade privada e economia de mercado devem ser toleradas, mas a economia tem de ser rigidamente regulada e tributada. Políticas redistributivistas são inegociáveis. Uma fatia da renda dos indivíduos produtivos da sociedade deve ser confiscada e redistribuída para os não-produtivos. Grandes empresários devem ser submissos aos interesses do regime e, em troca, devem ser beneficiados por subsídios e políticas industriais, e também protegidos por tarifas protecionistas.

Acima de tudo, cabe aos burocratas do governo — os próprios mencheviques — intervir no mercado para redistribuir toda a riqueza e manter a economia funcionando de acordo com seus desígnios.

No entanto, a estratégia menchevique não se resume à economia. A questão cultural é tão ou mais importante. Para os mencheviques atuais, a cultura burguesa deve ser substituída por uma nova mentalidade condicionada ao modo de pensar social-democrata, e a estratégia para isso consiste na imposição lenta e gradual de uma revolução cultural.

Os mencheviques, fiéis ao seu ideal “democrático”, sempre se sentiram desconfortáveis com a ideia de revolução, preferindo muito mais a “evolução” gradual produzida pelas eleições democráticas. O estado deve ser totalmente aparelhado por intelectuais partidários e simpatizantes, de modo a garantir uma tomada hegemônica das instituições culturais e sociais do país. Daí a desconsideração pelos gulags e pela revolução armada.

Como tudo começou