UMA ANÁLISE DE BOM SENSO

Magu

Magu

J.R.Guzzo

J.R.Guzzo

Para escrever coisas e cumprir o que está no título, o normal é ter experiência, muita cultura, e por conseguinte, idade. É o que acontece com o Zéroberto Guzzo. Como de hábito, sua coluna sai apenas na revista impressa. E como sempre, apanhei-a na coluna do Augusto Nunes.
Poucos redatores conseguem abordar o assunto apenas constatando, sem apontar o dedo, como ele o faz. A prova está aqui.


PARA QUEM QUER
O Brasil de hoje é provavelmente um dos países do mundo que melhor convivem com o absurdo. Fomos desenvolvendo na vida pública brasileira, ao longo de anos e décadas, uma experiência sem igual em aceitar a aberração como uma realidade banal do dia a dia, tal como se aceita o passar das horas ou o movimento das marés – “No Brasil é assim mesmo”, dizemos, e com isso as coisas mais fora de propósito se transformam em fatos perfeitamente lógicos. A morte do ministro Teori Zavascki, dias atrás, na queda de um turbo-hélice privado no litoral do Rio de Janeiro, foi a mais recente comprovação da atitude nacional de pouco-caso diante de comportamentos oficiais que não fazem nexo. É simples. O ministro Zavascki não podia estar naquele avião, porque o avião não era dele ─ estava viajando de favor, e um magistrado do Supremo Tribunal Federal não pode aceitar favores, de proprietários de aviões ou de qualquer outra pessoa. Nenhum juiz pode, seja ele do mais alto tribunal de Justiça do Brasil, seja de uma comarca perdi­da num fundão qualquer do interior.
Da morte de Teori Zavascki já se falou uma enormidade, e sabe lá Deus o que não se falou, ou talvez ainda se fale. Foram feitas indagações sobre o dono do avião, um empresário de São Paulo, seus negócios e suas questões junto ao Poder Judiciário. Foram apresentados detalhes sobre as suas relações pessoais, seus projetos empresariais e seu estilo de vida. Foram examinadas as circunstâncias em que se originou e evoluiu seu relacionamento com o ministro Zavascki. Não apareceu nada que pudesse sugerir qualquer decisão imprópria por parte do magistrado ─ ao contrário, sua conduta à frente dos processos da Operação Lava Jato continua sendo descrita como impecável. Mas o problema, aqui, não é esse. O problema é que ninguém, entre os que tomam decisões ou influem nelas, estranhou o fato de que um dos homens mais importantes do sistema de Justiça brasileiro, nos trágicos instantes finais de sua vida, estivesse viajando de carona no avião de um homem de negócios que não era da sua família nem do seu círculo natural de amizades. Não se trata de saber se o empresário era bom ou ruim. Sua companhia não era adequada, apenas isso, para nenhum magistrado com causas a julgar.
A questão não se limita aos empresários. Não está certo para um juiz, da mesma maneira, frequentar ministros de Estado e altos funcionários do governo. Ele também não pode andar com sócios de grandes escritórios de advocacia – grandes ou de qualquer tamanho. Entram na lista, ainda, diretores de “relações governamentais” de empresas, dirigentes de órgãos que defendem interesses particulares e políticos de todos os partidos. Não dá para aceitar convites de viagem com “tudo pago”, descontos no preço e qualquer coisa que possa ser descrita como um favor. Não é preciso fazer a lista completa ─ dá para entender perfeitamente do que se trata, a menos que não se queira entender. O ministro Zavascki não era, absolutamente, um caso diferente da maioria dos membros do STF e de uma grande parte, ninguém poderia dizer exatamente quantos, dos 17 000 magistrados brasileiros de todas as instâncias. Seu comportamento era o padrão – com a diferença, inclusive, de ser mais discreto que muitos. Ninguém nunca viu nada de errado no que fazia ─ e ele, obviamente, também não.
Cobrança exagerada? Diante dos padrões de moralidade em vigor na vida pública nacional, é o caso, realmente, de fazer a pergunta. Mas não há exagero nenhum em nada do que foi dito acima. Ao contrário, essa é a postura que se observa em qualquer país bem-sucedido, democrático e decente do mundo. Na verdade, não passa na cabeça de ninguém, nesses países, levar uma vida social parecida à que levam no Brasil os ministros do STF e de outros tribunais superiores, desembargadores e juízes de todos os níveis e jurisdições. Muitos magistrados brasileiros também acham inaceitável essa confusão entre comportamento privado e função pública. Não falam para não incomodar colegas, mas não aprovam – e não agem assim. Têm a solução mais simples para o problema: só falam com empresários etc. no fórum, e nunca a portas fechadas. Para todos eles, “conversa particular” é algo que não existe. Nenhum deles vê nenhum problema em se comportar assim. Eles aceitam levar uma vida pessoal com limites; só admitem circular na própria família, com os amigos pessoais e entre os colegas. Fica mais difícil, sem dúvida, mas ninguém é obrigado a ser juiz, nem a misturar as coisas. Só quem quer.

 

A ESQUERDA ACABOU. SAIBA POR QUÊ

Stephen Kanitz


stephen kanitz

Stephen Kanitz

MATARAM A GALINHA DOS OVOS DE OURO.

 

A Term details

“>esquerda sempre precisou de dinheiro, de muito dinheiro para se sustentar.

A Term details

“>direita por sua vez, não.

Isso porque a direita é composta de adolescentes que estudaram quando estudantes, trabalharam quando jovens, pouparam quando adultos, e portanto se sustentar não é um grande problema.

A direita progride, enquanto a esquerda protesta nas Ongs e nos cafés filosóficos.

A esquerda sempre viveu do dinheiro dos outros.

Term details

“>Karl Marx é o seu maior exemplo, sempre viveu às custas de amigos, heranças e do companheiro Friedrich Engels.

Não conheço um esquerdista que não viva às custas do Estado, inclusive os Term details

“>empresários esquerdistas que votam no Term details

“>PT e Term details

“>PSDB e vivem às custas do Term details

“>BNDES.

Nos tempos áureos a esquerda tomou para si até países inteiros.

China, União Soviética, Cuba, por exemplo, onde a esquerda se locupletou anos a fio com Dachas e Caviar.

Essa esquerda gananciosa foi lentamente sugando a totalidade do Capital Inicial usurpado da sua direita, até virar pó.

Foi essa a verdadeira razão do fim do muro de Berlim.

A esquerda faliu os Governos que eles apoderaram.

No Brasil, a esquerda também aparelhou e tomou Estados e Municípios, e também conseguiu quebrá-los.

Socialistas Fabianos como Delfim Netto, FHC, Maria da Conceição Tavares ainda vivem às custas do Estado com duas ou mais aposentadorias totalmente imorais.

Só que o dinheiro grátis acabou.

Sem dinheiro, a esquerda brasileira começou a roubar, roubar e roubar com uma volúpia jamais vista numa Term details

“>democracia.

Mas graças à Sergio Moro, até esse canal se fechou para a esquerda brasileira.

Sem a Petrobras, as Estatais, o BNDES, o Ministério da Previdência, o Ministério da Educação, a esquerda brasileira não tem mais quem a sustente.

O problema da esquerda hoje é outro e muito mais sério.

Como esquerdistas irão se sustentar daqui para a frente?

Como artistas plásticos, professores de Filosofia e Estudos de Gênero da FFLCH, apadrinhados políticos, vão se sustentar sem saberem como produzir bens e produtos que a população queira comprar?

Que triste fim para todos vocês que se orgulhavam de pertencer à esquerda brasileira.

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CARTA ABERTA PARA A PRESIDENTE STF

General Torres de Melo

gen-torres-de-melo

CARTA ABERTA PARA A PRESIDENTE STF

Sinto-me triste por ter que escrever esta carta à Excelentíssima Ministra e Presidente do STF – senhora CARMEN LÚCIA. Faço-a porque, de outra maneira, não chegaria às mãos da Presidente.

Escrevo esta missiva com o maior respeito ao PODER JUDICIÁRIO, pois sou de um tempo, Exma. Presidente, que:

         – O professor era o mestre querido;

         – O idoso era respeitado e não precisava de código,

         – Ao passar pela rua um juiz ou desembargador, todos se levantavam e tiravam o chapéu;

         – Meu professor de Direito gritava: “A LEI – A LEI – A LEI. (não sou advogado e, sim, militar);

         – A Leitura da fala do TRONO Inglês tem a porta da frente do parlamento fechada e todos entram pelos fundos, até o Rei, assim li em algum lugar. Pela frente só o Presidente do (STF inglês) que chega numa carruagem. Dirige-se para a porta, que se abre, e o arauto anuncia: SUA MAJESTADE A LEI. TODOS SE LEVANTAM, ATÉ O REI, PARA SAUDAR A LEI;

         – Vi no governo Itamar Franco, um amigo e assessor direto ser afastado pelo presidente por ter sido acusado de algo contra a lei e assegurado sua volta, provado sua inocência. Voltou com a cabeça erguida;

         – Estou vendo hoje o que nunca vi. Fica claro que não tenho partido. Minha preocupação é com STF e a figura de Vossa Excelência. Sem a lei – Sem  o respeito a lei – Sem o cumprimento da lei, somos uma sociedade em decomposição e ameaçada de desaparecer.

Aprendi que a figura do magistrado é intocável, contudo o que estou vendo, são críticas e desconfiança quanto ao PODER sagrado da JUSTIÇA.  Longe de pensar qualquer coisa de falta de respeito aos magistrados, mas o silêncio de todos, ou não se tomar conhecimento de algo a respeito de ataque até a honra, deixa-me apreensivo quando a intocabilidade do Tribunal que é a última defesa do cidadão.

A sociedade ficou suspensa com a morte do Ministro Teori Javaski. Quem será o relator? Ficou uma impressão que a escolha do Ministro Edson Fachin foi um arranjo que permitiu a chegada de oxigênio. Nova esperança.

Ministra CARMEM LÚCIA. Estamos todos confiantes na senhora. Veja o que aconteceu no Senado na eleição da CCJ.

Meu BOM DEUS! ESTÃO ESQUECENDO, NO MEU BRASIL,  O QUE ARISTÓTELES (384 – 322 aC),  (2.401 anos atrás) ESCREVEU e nós ainda não aprendemos:

“A BASE DA SOCIEDADE É A JUSTIÇA; O JULGAMENTO CONSTITUI A ORDEM DA SOCIEDADE: ORA O JULGAMENTO É A APLICAÇÃO DA JUSTIÇA.”

Meu sincero respeito a pessoa de Vossa Excelência e curvo-me perante a MAJESTADE DA LEI.

Fortaleza, 13 de fevereiro  de 2017

 GENERAL DE DIVISÃO REFORMADO

  FRANCISCO BATISTA TORRES DE MELO

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TEMAS PARA DISCUSSÃO

Gil

Gil

Gil


Alguém haverá de concluir que não são assuntos sérios…

 

Indenização aos presidiários

Se a dignidade do ser humano vale DOIS MIL REAIS, então a vida deve valer uns QUATRO, não é mesmo?  Então mude-se a Constituição  para que se possa pagar CINCO MIL REAIS às famílias dos detentos e enforcar todos os que forem condenados mais do que uma vez por latrocínio, roubo do erário, assassinato, estupro com morte ou tráfico de drogas. Sai mais barato para o contribuinte e eles sofrerão menos.  Mas tem de fazer o mesmo no Congresso. Ou então modifique-se a Constituição para obrigar os bandidos ou as famílias dos criminosos a pagar a sua manutenção durante a “reeducação” (É justo: quem não educa um filho antes terá de educá-lo depois…).   Na verdade, não defendo a pena de morte, mas não acho que o honesto tenha de pagar as dívidas do canalha ou do incompetente.

Custo do presidiário

Li, há pouco tempo, que o custo de manutenção de um bandido em presídio é MUITO MAIOR que o de manter um estudante na escola.  E ninguém discute a relação CUSTO X BENEFÍCIO…   Mas contrapor uma coisa com a outra é trapaça, pois não se trata de escolha: é preciso tirar de circulação a erva daninha da sociedade e é preciso estabelecer e cumprir metas para a educação, QUALQUER QUE SEJA O CUSTO.  Em nenhum caso seria lógico permitir que alguém tenha lucros canalhas com isso.

Custo das decisões políticas

Esse custo não pode ser arcado apenas pelos que produzem.  A classe política, por exemplo, por décadas tem votado leis, decretos e resoluções destinando verbas ou benefícios a serem custeadas apenas pelos outros, os que gastam sangue suor e miolos para produzir bens (materiais ou não). Aponte uma ( só uma ) lei, decreto ou decisão (que tenha sido aprovada no Congresso e esteja sendo totalmente aplicada) que tenha custado algum dinheiro aos políticos que a aprovaram – NOS ÚLTIMOS CEM ANOS.  Se não conseguir, faço por menos: aponte uma resolução valida (qualquer uma)  – que tenha sido aprovada no Legislativo e no Executivo e colocada em uso- que não tenha arrancado dinheiro do bolso dos membros das classes produtoras (desde o trabalhador até o patrão). 

Não é para misturar os temas.  A ideia é que discutam cada tema sugerido ou sugiram novos assuntos. Qualquer coisa que não caia no ramerrão do  “É!  NÃO É!  É! NÃO É!

 

 

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ROQUE SPONHOLZ

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UMA INDIGESTA SOPA DE LETRINHAS

Marli Gonçalves

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Marli Gonçalves


Começo de ano já é bravo por si só: é IPVA, IPTU, IR e outros famigerados. Mas esse mês de fevereiro impressiona ainda mais. De um lado a corda puxa, para tentar puxar o saco da rapaziada, e começa a sacudir o F, o G, o T, o S – liberando coisa de ativo, inativo, passivo – como se isso fosse a redenção nacional em um saco de bondades que de vez em quando abre a boca e solta pérolas; de outro a turma da mão que vive embalando o berço bate igual à água mole em pedra dura com o L, o U, o L novamente e o A. Cada passinho para frente eles aparecem chamando molusco de meu loiro.


Não estou acreditando que a gente ainda esteja nessa. Que ainda haja gente brigando por causa deles. Custa muito admitir que a decepção é total, ampla e irrestrita ou é mais legal ficar pendendo de um lado ou outro nessa gangorra infernal, um tampando o olho do outro? Sempre um dos lados se estatela pelo chão, não brincaram já disso na tenra infância?

 

Ler o noticiário – eu obviamente faço isso não só diariamente como quase o dia inteiro – parece roteiro de filme dos Trapalhões, do Zorra Total. Não digo Praça da Alegria porque aqui não estou vendo nenhuma. No máximo posso citar o Pânico!

 

Quando a gente acha que a coisa vai mudar, vem mais do mesmo, muito mais, um fardo. E uma incapacidade de comunicação que dá gosto. Por outro lado, os que não querem admitir que sim, ele sabia, ou que sim, vocês todos foram enganados nessa de a turma acabar com a desigualdade social, governo popular, e apenas ter sido um tal de cada um para si e tudo para quem é da corriola, lambendo os beiços dos empreiteiros.

 

O bombardeio usa letras de todos os tipos e tamanhos. Desde as letrinhas

dos institutos de pesquisa que andam por aí perguntando preferências impressas prontas a serem chutadas com respostas reumáticas dois (imprevisíveis ) anos antes. E toma Lula na cabeça, Bolsonaro (!) correndo na raia, Joaquim Barbosa ressuscitando de sua caverna. Aí entram STF e STJ e fica todo mundo dando ordem. Dizendo, desdizendo, jogando peteca. Alguns comemorando o nada, só gás tóxico.

 

Poupe-nos, Senhor, deste Calvário!

 

Letrinhas escondem nomes cruelmente bestas e extensos em siglas. CNT, Confederação Nacional do Transporte (Transporte? Pesquisa? Um grita e o outro não escuta); FGTS, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (já e coisa sua, de lei). São como quando formam siglas de órgãos públicos – usadas para que esqueçamos a inoperância contida em seus extensos nomes.

 

Esquecem ainda umas das regras principais do marketing político: quem antes aparece fica mais tempo à frente da linha de tiro; se o Lula já era alvo, agora está em um paredão com uma artilharia apontada. Ele sabe disso e está incentivando porque, já condenado, quer fazer um último pedido para deixar a galera em brasa. Uma estratégia deveras perigosa.

 

Vêm aí grandes emoções. Estava pensando em propor um novo quadro para a tevê. Uma nova moça do tempo, mas suas previsões diárias seriam desse nosso tempo político, passível de trovoadas, prisões, delações, reviravoltas, cataclismos, com abalos sísmicos e desmoronamentos. Fora as ventanias, redemoinhos e formação de nuvens.

 

Já vi, vivi, e imagino onde tudo isso vai parar. Lembrei até de que nos anos 80 foram algumas poucas fotos que abalaram durante um bom tempo o tal líder popular, quando o mostraram numa casa noturna da alta sociedade, charutão e boa bebida, companhias importantes como agora muito mais ainda sabemos o quanto ele gostou de conviver. Sempre gostou. Corre e busca o povo quando vê a coisa feia para seu lado. Chama as duas letras de seu partido e as muitas outras dos agregados movimentos para fazer barulho enquanto ele dança miudinho.

Todo mundo no samba.


Marli Gonçalves é jornalista –  O problema é que estamos sem alternativas para preencher os vazios. O Ó.

                         Brasil carnavalesco, pausa, 2017


marligo@uol.com.br – marli@brickmann.com.br

@MarliGo

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COMO SERÁ O AMANHÃ?

 

Carlos Brickmann – 19 de fevereiro de 2017

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Carlos Brickmann

As duas pesquisas que indicam Lula em primeiro lugar dizem tudo, mas não dizem nada. Dizem que denúncias de corrupção não impedem a vitória de ninguém (quantos acusados já não foram eleitos em nosso país?) Não dizem, por mais que os lulodilmistas o proclamem, que Lula será eleito presidente em 2018. A eleição é daqui a dois anos, muito longe para que as pesquisas indiquem agora um eventual vencedor. Não levam em conta o derretimento do PT, o que reduz a força de seu candidato. Mas demonstram que o antipetismo não tem hoje nenhum candidato viável. Tem vários candidatos, mas caso se abracem é melhor separá-los, porque é briga. Ai do aliado que não proteger as costas quando estiver entre os amigos.

A prova de que os adversários do PT não têm candidato é que, na pesquisa da Confederação Nacional do Trabalho, quem se saiu melhor foi Jair Bolsonaro, encostando em Marina Silva, à frente de Aécio. É difícil imaginar Bolsonaro numa final presidencial, mas o exemplo Trump mostra que tudo é possível. No trabalho da Paraná Pesquisas, quem surpreende é João Dória, que vem se saindo bem mas não tem nem dois meses de exercício do mandato. Dória está tecnicamente empatado com Marina, Bolsonaro e Joaquim Barbosa, pouco mais de dez pontos atrás de Lula.

A pesquisa diz mais de uma coisa: quem quiser Lula fora tem de se esforçar para que seja condenado e preso. Solto, é um candidato temível.

Inscrito nos anais

A decisão é da juíza Eliana Cassali Tosi, da 30ª Vara Criminal de São Paulo: chamar Lula de “chefe de quadrilha” não é calúnia nem injúria. Por isso, absolveu o historiador Marco Antônio Villa no processo que lhe foi movido pelo ex-presidente. Villa, no mesmo comentário, pela TV Cultura, SP, acusou Lula de dirigir esquemas de propina dentro do Poder Público.

O vento levou

Lembra da Operação Hurricane (“Furacão”), contra autoridades acusadas de comprar e vender decisões judiciais para liberar máquinas caça-níqueis? Já lá se vão nove anos. A pena de João Sérgio Leal Pereira,  do Ministério Público Federal, prescreveu, e ninguém mais, entre os acusados, tem foro privilegiado. Resultado: por ordem do STJ, o processo vai para a primeira instância. E se faz tudo de novo – agora, pela terceira vez. Na primeira, a questão estava no STF. Um dos acusados no processo era o ministro Paulo Medina, do STJ. Este foi rapidamente punido, pela acusação de vender decisões e receber propina de R$ 1 milhão), com aposentadoria e vencimentos proporcionais ao tempo de serviço – hoje, seus R$ 25 mil mensais. Com Medina condenado a ignorar a maldição bíblica, de ganhar o pão com o suor de seu rosto, a questão foi enviada ao STJ, e lá refeita. E daqui a algum tempo será julgada.

Já viu tudo?

O excelente portal jurídico Espaço Vital (www.espacovital.com.br) traz uma notícia notável: o STF decidiu que o Estado tem a obrigação de indenizar presos em razão de danos morais causados pela falta das condições legais de encarceramento. É uma decisão de repercussão geral, a ser obrigatoriamente aplicada em casos semelhantes. O caso analisado foi o do presidiário Anderson Nunes da Silva, que dormia com a cabeça encostada na privada, no Mato Grosso do Sul, por falta de espaço na cela.

OK: o Estado, quando prende alguém, se obriga a protegê-lo e a dar-lhe condições corretas de alojamento. Mas não há nenhuma referência na sentença às vítimas de quem foi preso. Há alguma compensação às vítimas do crime ou apenas aos acusados que foram presos e condenados?

A volta de Rose

Rosemary Nóvoa de Noronha, que até 2015 foi chefe de Gabinete da Presidência da República em São Paulo, aliada próxima do ex-presidente Lula, é alvo, ao lado de 12 outros réus, de uma petição do Ministério Público Federal à Justiça, para que receba ação civil pública contra todos. A ação foi ajuizada em abril de 2015, mas ainda não foi recebida. A soma das vantagens recebidas por Rose durante o período investigado é minúscula, comparada com as cifras bilionárias a que nos acostumamos: são R$ 140 mil. Se não houver nada mais, é caso de dumping.

Contra tudo

As grandes centrais sindicais decidiram promover, em 15 de março, o Dia Nacional de Lutas com Greve e Paralisações contra a “Reforma” da Previdência Social Pública. Apesar das divergências entre as centrais, todas concordaram em, unidas, defender sua posição com o mote Resistir a Todo Custo contra a Retirada dos Direitos.

Deve ser a primeira grande manifestação de março. No dia 26, as entidades que promoveram as passeatas contra Dilma devem voltar às ruas para defender a Lava Jato e protestar contra quem tenta reduzir seu ímpeto.

www.chumbogordo.com.br

carlos@brickmann.com.br

 twitter: @CarlosBrickmann

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