A MORTE DA REPÚBLICA

Gil

Gil
Gil

No Brasil, a República já morreu. Estamos em uma ditadura branca.

Os deputados, representantes do povo não mais representam o povo. Com raríssimas exceções, representam apenas a si mesmos. Alguns apresentam apenas projetos que lhes garantam votos na eleição seguinte, em geral projetos negados pelos demais deputados (a menos que negociem vantagens e apoios em projetos em benefício do bolso de cada deputado).  O bem do Brasil? Que se ferre… Querem carro novo com chofer, auxílios moradia, gravata, terno e sapatos e até engraxate às nossas custas, e verbas para empregar amigos como assessores, empregados domésticos ou parceiros de gamão. São multidões que passaram a viver como nababos, às nossas custas. E SEM QUALQUER GARANTIA DE BOM DESEMPENHO.

O mesmo com os senadores, que deveriam representar o povo dos estados que os elegeu mas nem sequer se interessam em se informar sobre quais são os desejos de seus eleitores. Só dialogam (e muito mal) entre si ou com os governadores de seus estados. Vivem em um outro mundo, um Brasil engravatado que ainda está na época da escravidão: nós outros  somos os escravos – trabalhamos de graça quatro meses em cada ano – apenas para manter suas mordomias. E tome assessores, garçons e engraxates e carros e motoristas para levar seus filhos ao colégio e suas (seus) esposas (esposos) às compras.

E os banquetes, oh! Os cardápios já nem são mais objeto de reportagens escandalizadas. Tanto no Legislativo quanto no Executivo ou no Judiciário dos supremos.

E todos eles tem seguranças e seguros e planos de saúde vitalícios pelos quais não pagam: você e eu é quem pagamos tudo. E, sob pena de sermos presos por desacato, ainda temos de tratar patifes no meio deles como EXCELÊNCIAS. Até quando denunciam uns aos outros, mantém o tratamento: “Vossa Excelência é um corrupto” já foi pronunciado muitas vezes nas casas do Legislativo. E sugerido, dentro do STF.

Que diferença existe para os governos totalitários, com reis ou ditadores? Só vejo uma: em cada reinado ou ditadura, o ódio do povo está voltado para APENAS UM filhodaputa.

Tem mais: você não escolhe em quem votar, quem escolhe são os caciques de cada partido. O que você escolhe é a opção entre o ruim e o pior. Mas será eleito o escolhido pelo chefe da equipe que fez a “contagem” dos votos ocultos pela maquininha eletrônica de fraudes.

Pense. Vou parando por aqui, para não me exceder…

Apuração eleitoral sem fiscalização é corrupção!

(Almir Quites)

Anúncios

NÃO VOTE NELE!

Gil, sobre matéria da Veja


Ainda bem que é lá. Se fosse no Brasil, um dos três sinistros ministros já lhe teria concedido habeas corpus. Né não?

Marque bem o nome e a fisionomia, daqui a 25 anos ele estará de volta. Não vote nele para qualquer cargo político.

bandido

 


JUSTIÇA
Brasileiro é condenado a 13 anos de prisão por tráfico de armas nos EUA.

Frederik Barbieri já está condenado a mais 25 anos; chamado ‘senhor das armas’, ele exportava fuzis para gangues e traficantes do Rio.

AS DIMENSÕES DO FRACASSO EDUCACIONAL BRASILEIRO

Percival Puggina – 

puggina

Percival Puggina


Vou dar os números rapidamente e seguir em frente para que você não desista de prosseguir na leitura. Segundo dados do PISA, divulgados nesta quinta-feira (19/07), referentes a um conjunto de 70 países, 61% dos estudantes brasileiros desistiram no decorrer da prova (foram 18% na Colômbia e 6% na Finlândia). Os estudantes brasileiros conseguiram o 65º lugar em ciências, o 63º em matemática e o 58º em leitura.

 Pronto, pronto, o pior já passou. Agora, segure essa tristeza cívica, seque as lágrimas e vamos examinar o fato em si. A imensa maioria dos pedagogos brasileiros está convencida de que isso se resolve com mais Paulo Freire, aquele autor a quem você só critica em público se estiver a fim de ouvir desaforos. Eis o motivo pelo qual, mesmo os que dele divergem silenciam em vez de denunciar os danos que já produziu à educação brasileira. Jamais use o nome desse deus em vão. Diante do lead deste texto, os fiéis seguidores do “padroeiro” da educação nacional afirmarão que o PISA é um parâmetro bom para a realidade do aluno da Finlândia, mas não “dialoga” com uma sociedade em que os jovens precisam ser “conscientizados” de sua condição oprimida e de sua necessidade de libertação. Deu para entender, ou quer que o professor barbudinho lá do quadro negro desenhe?

 Cresça e apareça, PISA! Quando a turma de vocês estiver interessada em “problematizações” que não envolvam aritmética, ou em medir a qualificação e preparação de alunos para a cidadania, venham todos ao Brasil. Antes não. Elaborem um questionário sério sobre oprimidos e opressores, machismo, feminismo, racismo, preconceito, politicamente correto, ideologia de gênero, ditadura militar e conscientização política. Aí sim, vocês ficarão conhecendo a força da educação à brasileira. Não apareçam mais aqui com raiz quadrada, regra de três, propriedades do oxigênio e compreensão de texto, que é mera submissão do leitor à intenção do autor. Raus! Get out!

 Não me digam o quanto dói o que acabei de expressar porque machuca a mim enquanto escrevo. Sei que apesar da má remuneração, da carência de meios, da pressão dos sindicatos e dos colegas que fizeram curso e concurso para militantes políticos, milhares de professores acolhem diariamente suas turmas mobilizados pela sublime intenção de educere, nos dois sentidos em que o vocábulo latino tanto diz à educação: dar vazão às potencialidades, aflorando seus talentos, e encaminhá-los para uma vida proveitosa no mundo real.

 Milhões de crianças e adolescentes brasileiros, porém, são recebidos em sala de aula como se fossem seres de quem não se pode cobrar sequer conduta civilizada, disciplina e respeito às autoridades escolares porque são mal nascidos, inferiores, incapazes de absorver qualquer conhecimento que exceda os limitados contornos do mundo em que vivem. Creio que nem na estreiteza dos países totalitários exista opressão igual


* Percival Puggina (73), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site http://www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil, integrante do grupo Pensar+.

OS OUROS, NAIPE DA SUCESSÃO

Carlos Brickmann – 22/07/2018

carlosbrickmann

Carlos Brickmann


De uma tacada só, usando os argumentos preferidos de boa parte dos políticos, Geraldo Alckmin se transforma no candidato dominante das eleições: terá quase a metade do horário eleitoral gratuito, e ganha o apoio do industrial Josué Christiano Gomes da Silva, ou “Josué Alencar”, filho do vice de Lula de 2002 a 2010. Josué é perfeito: promete não atrapalhar os planos de Alckmin e paga a campanha. Ou melhor, nem ele é perfeito. Ele é filiado ao PR de Valdemar Costa Neto, a quem muitos fazem restrições. Mas Valdemar não é exceção no grupo que apoia Alckmin: com ele estão 
Roberto Jefferson, Cristiane Brasil, Paulinho da Força, conhecidíssimos.

A tese de Alckmin, até hoje mal nas pesquisas, pode agora ser testada: quem tiver mais TV cresce. E ele tem quase metade do tempo total de TV.

Mas sejamos justos: não há candidatos viáveis mais ou menos impuros. O PT, seja quem for seu candidato, viu a condenação judicial de seu ícone, Lula; a prisão de seus tesoureiros; a pena de seus coordenadores. Ciro, que manteve imagem razoável, acaba de levar duas pancadas: o lançamento de sua candidatura foi murcho, e O Globo revelou que o deputado Leônidas Cristino pagou com dinheiro da Câmara mais de R$ 100 mil a um escritório de advocacia em Fortaleza do qual seu padrinho político Ciro Gomes é sócio. Cristino foi ministro dos Portos de Dilma, por indicação de Ciro.

Brigar por causa de política, hoje, é como ter crise de ciúmes na zona.

É ou não é

Alckmin finalmente tem sua chance de crescer – tanto que, após acertar a TV (quer dizer, com os partidos que cedem seus tempos de TV), recebeu a companhia, em comício, de João Dória Jr., candidato favorito ao Governo paulista e que tinha esperanças de substituí-lo na luta presidencial. Só que TV ajuda mas não é infalível: em 1989 (quando Collor derrotou Lula no segundo turno), o maior tempo era de Ulysses Guimarães, PMDB, que ficou em sétimo. O segundo em tempo foi Aureliano, que ficou em nono.

Hora H

Bolsonaro é um dos destaques da campanha, mas tem sete segundos de TV. Pela posição na pesquisa, deveria ter multidões de pretendentes a vice. Mas ainda não encontrou ninguém: tentou o senador Magno Malta (em busca do voto evangélico), o general Hamilton Mourão; anunciou o general Augusto Heleno, que comandou as tropas da ONU no Haiti, tem excelente imagem entre os militares. Teve suas propostas rejeitadas. Hoje, pensa na advogada Janaína Paschoal, que, com Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr., apresentou a proposta de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Você, empresário

O caro leitor talvez não saiba, mas é empresário, sócio de múltiplas empresas. Os governos que elegeu – Federal, estaduais, municipais – têm, juntos, 118.288 CNPJs – Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas, algo, para empresas, próximo àquilo que o CPF é para as pessoas físicas.

Vejamos um CNPJ, buscado ao acaso (é o nº 74.170 da lista): pertence à Cabana do Jaime, dirigida por Jaílton Ferreira de Jesus. Situação ativa: está funcionando (a última verificação é de 10 de julho de 2017), e é órgão público do Poder Executivo Federal desde, pelo menos, 2006. Tem capital social de R$ 0,00 (zero reais), está localizada na avenida Otávio Mangabeira, praia de Piata, em Salvador, Bahia – uma beleza de lugar.  Tem telefone fixo (71), e os primeiros números são 328… Tem e-mail.

Não é difícil localizar a lista de CNPJs de entidades dos diversos níveis de Governo. Basta procurar emhttp://www.consultas……../. Sem problemas – mas será função do Governo Federal ter a propriedade de uma barraca de praia que serve bebidas e lanches a seus frequentadores? Quanto isso custa?

Licença jornalística

Na verdade, o caro leitor não é empresário, talvez nem seja formalmente sócio de uma empresa desse tipo. Mas cabe-lhe a honra de pagar a conta.

E não imagine que a coisa se limita a uma barraca de praia. Há também uma associação dos pescadores, uma associação de produtores rurais, um restaurante – não há dúvida, existe gente que tem sorte na vida. Porque controlar quase 120 mil empresas como essas deve ser muito difícil.

Prisão de novo

A Polícia Federal prendeu na sexta, pela segunda vez, o ex-governador André Puccinelli, a pedido da 3ª Vara Federal de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Puccinelli, seu filho e o advogado tiveram prisão preventiva decretada, a pedido do Ministério Público Federal, em decorrência de apurações da Operação Lama Asfáltica. Estão detidos na sede da Superintendência da Polícia Federal. Puccinelli pretende se candidatar novamente ao Governo, pelo MDB. Há acusações referentes a contatos com a JBS, de Joesley Batista, à análise de documentos apreendidos em fases anteriores da Operação e de movimentações bancárias.


COMENTEcarlos@brickmann.com.br

Twitter@CarlosBrickmann